Um homem com extensa ficha criminal morreu após atacar policiais militares com uma faca na manhã desta quarta-feira (29), em São José, na Grande Florianópolis. A ocorrência foi registrada no bairro Bela Vista e mobilizou equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).
De acordo com informações da corporação, moradores acionaram a PM ao perceberem um homem circulando pela região com uma mochila suspeita, supostamente contendo objetos furtados de um comércio local. Ao avistar a viatura, o suspeito fugiu e se escondeu em uma casa abandonada.
Os policiais tentaram negociar a rendição, usando técnicas de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, para convencê-lo a se entregar. Mesmo assim, ele se recusou a sair e permaneceu dentro do imóvel, gritando palavras desconexas e demonstrando agressividade.
Diante da resistência e do risco de ataque, a guarnição entrou no local para realizar a varredura. Nesse momento, o homem avançou contra os policiais armado com uma faca. A equipe reagiu para conter a agressão, e o suspeito acabou sendo atingido. O socorro foi acionado imediatamente, mas ele não resistiu aos ferimentos. Nenhum policial ficou ferido durante a ação.
A Polícia Militar informou que todos os procedimentos seguiram o protocolo operacional padrão, com o uso progressivo da força diante de uma ameaça direta à integridade dos agentes.
Histórico de violência
Após a ocorrência, as autoridades identificaram o homem e constataram que ele possuía um histórico extenso de crimes e comportamentos violentos. Em 2023, ele foi detido por furto no bairro Campinas, também em São José, e chegou a ser vítima de uma tentativa de homicídio na região do Forquilhão.
No ano seguinte, em 2024, o homem voltou a ser alvo da polícia, desta vez na Bahia, por agredir e ameaçar a própria mãe no município de Serrinha. As ocorrências resultaram em uma medida protetiva, que ele descumpriu, levando a uma nova prisão.
Com base nas informações levantadas, a PMSC reforçou que a neutralização do suspeito foi uma resposta necessária a uma ameaça iminente. O caso agora está sob apuração da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias (IGP), que devem esclarecer as circunstâncias exatas da morte.