Durante uma sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o Senador Jorge Seif (PL-SC) expressou uma forte oposição à proposta de regulamentação dos jogos de azar no Brasil. Representante de Santa Catarina, Seif compartilhou uma experiência pessoal negativa com os jogos, especificamente com bingos, relatando como isso afetou sua família.
O senador detalhou o impacto devastador que a prática do jogo teve em seu ambiente familiar: “Eu sofri dentro da minha família, dentro da minha casa, o efeito que o Bingo fez. Pessoas da minha família ficavam dia e noite, perdiam noção de tempo. Entra o colisbo, entra a prostituição, entra… Perde responsabilidade. Fica longe da família. Gera abertura. Gera crise financeira.”
Seif argumentou que, embora anteriormente fosse favorável à ideia por acreditar no potencial turístico e na geração de empregos, mudou de posição após participar de diversas audiências públicas e estudar mais a fundo o assunto. “Hoje cada um senador e senadora tem que meter a digital e mostrar para o Brasil. Jogo é a desgraça. Joga a destruição de família. Joga a destruição de renda. Jogo não gera emprego. O jogo gera sonegação, mais lavagem de dinheiro, mais máfias no Brasil, prostituição, alcoolismo, destruição”, afirmou.
Por conta das controvérsias e do risco de rejeição, a votação sobre a liberação de jogos de azar e cassinos foi adiada mais uma vez pela CCJ do Senado. Seif concluiu seu discurso solicitando a abertura do painel para votação, enfatizando a importância de cada senador posicionar-se claramente sobre o tema, dividindo-os entre os que apoiam a família e os que veem benefícios na regulamentação dos jogos.