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“O que ele fez, tem que pagar”: filha desabafa antes de júri do pai que enforcou bebê de 1 ano em SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 10/04/2026 14h51 | Atualizado há 40 dias
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Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, é julgado nesta sexta-feira (10) em Ponte Serrada por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver da bebê Hosana Pegoraro, morta em maio de 2025.

O pai acusado de matar a própria filha, a bebê Hosana Esmeralda Silva Pergoraro, de apenas 1 ano e 9 meses, está sendo julgado em júri popular nesta sexta-feira (10), no fórum de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina. Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, responde pelos crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.

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Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o conselho de sentença foi formado por dois homens e cinco mulheres, escolhidos por sorteio na manhã desta sexta. A sessão estava prevista para começar às 8h30, mas atrasou por conta da demora na chegada dos advogados de defesa. O julgamento ocorre em segredo de justiça, sem presença de público e sem acompanhamento da imprensa dentro do plenário.

O crime

O crime brutal aconteceu no dia 25 de maio de 2025, no interior de Abelardo Luz. Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, Valmir discutiu com a esposa, supostamente por ciúmes, durante uma visita a familiares. Durante o desentendimento, ele pegou a filha no colo e uma sacola contendo uma corda e roupas, e seguiu em direção a uma área de mata nas proximidades.

A avó materna da criança, Ester Alzira Rodrigues da Silva, relatou em entrevista ao portal Oeste Mais que havia recém-amamentado a bebê quando Valmir pediu para pegá-la no colo. “Quando ele pegou a neném no colo, saiu com ela e embocou para o mato”, contou a avó. Segundo ela, a família correu atrás, mas não conseguiu alcançá-lo.

Conforme as investigações, ao entrar na área de mata já no interior de Vargeão, perto da divisa com Faxinal dos Guedes, Valmir tirou a vida da criança por meio de enforcamento, utilizando um galho de árvore para suspender a vítima. Segundo a polícia, ele também tentou tirar a própria vida três vezes em seguida, mas não obteve êxito, pois tanto o galho quanto a roupa utilizada nas tentativas se romperam.

Buscas e confissão

As buscas começaram ainda na tarde do mesmo dia, após familiares comunicarem o desaparecimento à Polícia Militar. Por volta da meia-noite, Valmir entrou em contato com um dos familiares e confessou, por meio de ligação, que havia tirado a vida da criança. As forças de segurança conseguiram convencê-lo a se entregar. O corpo de Hosana só foi localizado no dia seguinte, em uma área de mata na linha Copinha, no interior de Vargeão.

Família fala antes do julgamento

Antes do início do julgamento, a filha mais velha de Valmir, Marielly Pegoraro, falou com a imprensa em frente ao fórum. Ela disse esperar que o julgamento seja justo e que o pai pague pelo que fez, mas afirmou que a família não pretende abandoná-lo. “Foi um choque muito grande para a nossa família, porque era algo que a gente jamais esperava”, declarou.

Marielly destacou que a família não está ali para defender o crime, e sim “a pessoa que ele é”. Segundo ela, apesar do caso, guarda no coração a imagem de um “pai presente”, que a criou com amor e cuidado. A filha classificou o crime como “um recorte” da trajetória de Valmir e afirmou que o pai nunca teve histórico de violência.

A irmã do réu, Vanderleia Pegoraro, também descreveu Valmir como um pai próximo e dedicado, e confirmou que o relacionamento dele com a mãe de Hosana era conturbado, marcado por separações e discussões.

Segundo o TJSC, serão ouvidas quatro testemunhas presencialmente e exibidos quatro vídeos com depoimentos durante a sessão. Duas testemunhas presenciais foram dispensadas. O júri popular segue em andamento, sem previsão de horário para o término.

Reportagem em parceria com o portal Oeste Mais.

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