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em Segurança

Luxo e fraude: esquema milionário do jogo do bicho é alvo em Santa Catarina

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 04/09/2025 08h58 | Atualizado há 255 dias
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Investigação revelou uso de empresas de fachada, “laranjas” e movimentações bancárias suspeitas.

Na manhã desta quinta-feira (4), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Polícia Militar de Santa Catarina, deflagraram a Operação “Shutdown”. O Procedimento Investigatório Criminal é conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Sul e, de acordo com a investigação, foi identificado um grupo criminoso que seria responsável por explorar de jogos de azar, praticar crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na cidade de Rio do Sul e região. 

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As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Rio do Sul. Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão, além do confisco alargado, sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de contas em instituições financeiras em desfavor dos investigados pela prática da exploração de jogos de azar em municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Já foram apreendidos, no início desta manhã, mais de US$400 mil, cheques e outros objeto, além de três carros importados de luxo.  

A investigação revelou a existência de um grupo criminoso altamente estruturado, voltado à prática de crimes financeiros sofisticados e de longa duração. O grupo criminoso, conforme as apurações, atuava de forma reiterada e extremamente articulada, utilizando mecanismos complexos para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes da exploração de jogos de azar, especialmente o “jogo do bicho”. 

De acordo com as apurações, os investigados faziam uso de “laranjas”, empresas de fachada e movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada, tudo com o claro objetivo de dissimular a origem dos valores obtidos ilegalmente e inseri-los no sistema financeiro formal –  prática conhecida como lavagem de dinheiro. 

Segundo apurado, o grupo criou várias empresas que atuavam em diferentes ramos, sem atividade comercial real, porém apresentando intensa movimentação financeira, operando frequentemente com pagamentos em espécie. Esses elementos apontam para a chamada terceira fase da lavagem de capitais, conhecida como integração, quando o dinheiro de origem ilícita acaba sendo incorporado à economia legal. 

Embora a exploração de jogos de azar seja considerada uma contravenção penal, ela tem servido como o ponto de partida para um esquema criminoso mais amplo e danoso, segundo revelam as investigações. A conexão entre os delitos revela um ciclo sofisticado e persistente, com alto potencial lesivo à ordem pública, à livre concorrência e à confiança nas instituições. 

Operação Shutdown  

O termo, “Shutdown” é amplamente utilizado na área de tecnologia e segurança da informação, significa encerramento total de sistemas ou operações. O nome foi escolhido pois representa o objetivo central da toda a investigação que foi o de interromper completamente as atividades ilícitas do grupo investigado que operava de forma estruturada e contínua ilícitos relacionados a prática da exploração de jogos de azar.   

A deflagração da Operação Shutdown conta efetivo do GAECO, do BOPE e do BPCHOQUE, além dos 13º, 21º e 24º Batalhões da Polícia Militar e da Agência Central de Inteligência da PMSC, e no estado do Rio Grande do Sul com o apoio do GAECO do MPRS e da Brigada Militar no cumprimento das decisões judiciais. 

A Polícia Científica de Santa Catarina, presta apoio técnico na operação, com vistas a preservação da cadeia de custódia no tocante as evidências arrecadadas de interesse investigativo. 

As investigações tramitam sob sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas. 

O GAECO 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas. 

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