O caso envolvendo a abordagem policial a um adolescente em Içara, no Sul de Santa Catarina, ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado pela mãe do jovem, que acusou policiais militares de agressão. As imagens mobilizaram milhares de comentários, geraram forte comoção inicial e levaram a família a registrar boletim de ocorrência.
No vídeo publicado na noite de sexta-feira, a mãe afirma que o filho, de 17 anos, e a filha, de 14, teriam sido abordados por três policiais enquanto estavam parados com uma bicicleta motorizada. Em tom emocionado, ela relata que o adolescente teria sido agredido, derrubado no chão e coagido a não chamar os pais, além de alegar que os policiais o obrigaram a gravar um vídeo assumindo que havia fugido.
A narrativa, no entanto, passou a ser questionada após a divulgação das imagens gravadas por um dos policiais envolvidos na ocorrência. O vídeo mostra o jovem em conversa calma com um dos agentes, sendo orientado sobre a infração cometida, os riscos da fuga e a necessidade de regularizar a bicicleta motorizada, incluindo a retirada do motor.
Na gravação, o policial pergunta diversas vezes se o adolescente precisa de atendimento médico ou se deseja que uma ambulância seja acionada. O jovem recusa ajuda, afirma que caiu durante a fuga e confirma que não houve agressão física por parte da guarnição. Em nenhum momento são registradas cenas de violência, tapas ou empurrões.
Segundo a Polícia Militar, caso exista algum ferimento ou hematoma, ele seria consequência da queda durante a tentativa de fuga, versão que é reforçada pelo próprio adolescente no áudio captado pela câmera. A corporação também informou que todo o procedimento foi registrado conforme o protocolo operacional.
Após a divulgação das imagens oficiais, a reação nas redes sociais mudou de tom. Comentários passaram a criticar a versão inicial apresentada pela família, apontando contradições entre o relato da mãe e o conteúdo do vídeo policial.
Especialistas destacam que falsa acusação contra agentes públicos é crime previsto em lei, embora até o momento não haja informação oficial sobre eventual responsabilização da família.
O caso segue sob análise das autoridades competentes.