O sepultamento de Arthur Davi Velasques Piazza, de apenas 11 anos, foi cercado por lágrimas, revolta e um silêncio que dizia mais do que qualquer palavra. A mãe, visivelmente abalada, se agarrou ao pequeno caixão por longos minutos, incapaz de aceitar a perda do filho que tanto amava.
Arthur, autista e com deficiência visual, vivia dias de alegria e expectativa antes da tragédia. Ele esperava ansioso para viajar com o pai e reencontrar a avó em Santa Catarina. Mesmo sem falar muito, a mãe notava no olhar e nos gestos do menino o quanto ele estava feliz.
O sonho de férias e carinho, porém, terminou em horror. No domingo (2), o Jornal Razão noticiou a prisão de Davi Piazza Pinto, pai de Arthur, em Florianópolis. O homem confessou ter assassinado o filho em João Pessoa (PB) e enterrado o corpo em uma área de mata no bairro Colinas do Sul.
A notícia abalou familiares e moradores das duas cidades. Durante o velório, brinquedos, flores e desenhos foram deixados sobre o caixão, em homenagem a um menino doce e cheio de vida, que só queria o amor do pai.
Arthur partiu cedo demais, vítima da crueldade de quem deveria protegê-lo. E sua história, marcada por pureza e inocência, ecoa como um grito por justiça e humanidade.