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em Segurança

Matou, esquartejou e guardou na geladeira: corretora de Florianópolis foi assassinada por vizinho, diz PC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 13/03/2026 11h17
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Conforme a Polícia Civil, Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta entre os dias 4 e 5 de março e o corpo permaneceu no apartamento até ser esquartejado e descartado em rio de Major Gercino; principal suspeito é vizinho foragido de SP por outro latrocínio.

O corpo esquartejado encontrado em um rio na cidade de Major Gercino, na Grande Florianópolis, na tarde do dia 9 de março, é da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (13) pela Polícia Civil de Santa Catarina e pela família da vítima, por meio de comparação de material genético coletado dos irmãos de Luciani.

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Conforme a Polícia Civil, o caso foi solucionado em 72 horas como latrocínio. O Jornal Razão apurou que o principal suspeito, Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, e sua companheira, de 30, foram presos na quinta-feira (12) em Gravataí, no Rio Grande do Sul, por policiais rodoviários federais, quando tentavam fugir. Angela Maria Moro, de 47 anos, administradora do residencial onde a vítima morava na Praia do Santinho, foi presa em flagrante no dia anterior por receptação. Um adolescente também foi identificado como envolvido e apreendido.

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Como Luciani foi morta

Luciani morava sozinha em um apartamento no residencial, localizado na região do Santinho, no Norte da Ilha de Florianópolis. Segundo a investigação conduzida pela equipe da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), ela foi morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu no apartamento da vítima até a madrugada do dia 7, quando foi retirado do local. De acordo com relato divulgado pela família, Luciani teria sido dopada antes de ser assassinada e seu corpo teria sido colocado dentro da própria geladeira durante esse período.

Na data do dia 7, conforme as investigações, o corpo foi desmembrado, dividido em sacos e transportado até uma ponte em área rural de Major Gercino, onde foi descartado em um rio. O veículo HB20 da vítima foi utilizado no deslocamento até a região de São João Batista e Major Gercino. Somente no dia 9 de março, um tronco feminino, sem braços, pernas e cabeça, foi localizado no rio. A Polícia Científica de Santa Catarina realizou os trabalhos de perícia e identificação.

Suspeito foragido por outro latrocínio

Matheus Vinícius Silveira Leite morava com a companheira em um apartamento vizinho ao de Luciani no mesmo residencial, na Pousada Costão da Ilha. Segundo a Polícia Civil, ele era foragido do Estado de São Paulo, onde responde por um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.

Compras no CPF da vítima levaram à identificação

A investigação ganhou tração a partir do rastreamento de compras realizadas com o CPF de Luciani. A equipe da DRAS/DEIC tomou conhecimento do desaparecimento no dia 10 de março e, como uma das primeiras diligências, consultou o sistema da Fazenda Estadual em busca de notas fiscais emitidas no nome da vítima. Desde o dia 6 de março, pelo menos dois dias após o desaparecimento, diversas compras estavam sendo feitas com os dados de Luciani em plataformas de comércio eletrônico, com entregas direcionadas a diferentes pontos no Norte da Ilha.

Os policiais identificaram que várias mercadorias tinham como endereço de retirada um ponto de entregas do Mercado Livre na região. A equipe realizou vigilância no local e flagrou um adolescente retirando os produtos comprados em nome da vítima. Abordado, o adolescente afirmou que os produtos eram de seu irmão, Matheus, e indicou que outras mercadorias estavam na residência da família, na Pousada Costão da Ilha. Também apontou onde o veículo HB20 de Luciani estava escondido, na Servidão Andorinhas do Costão, na área do Santinho.

Serra e pertences da vítima encontrados

Na residência, os policiais foram recebidos pela mãe dos envolvidos, que franqueou a entrada. No local, foi encontrada uma serra da marca Sabre, adquirida por Matheus. Angela Maria Moro, administradora do residencial, também foi identificada como envolvida. Segundo a polícia, Angela escondia pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas com os dados de Luciani, em um apartamento desocupado que estava sob sua responsabilidade. Entre os itens encontrados, havia malas com pertences pessoais, dois arcos de balestra, controles de videogame e uma televisão.

Angela foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional. A prisão temporária foi homologada pela Justiça por receptação. Na sequência, Matheus e a companheira tentaram fugir em direção ao Rio Grande do Sul, mas foram interceptados e presos em Gravataí pela Polícia Rodoviária Federal.

Quem era Luciani

Luciani era formada em Administração, Turismo e Gestão Ambiental, possuía mestrado e chegou a atuar como professora universitária. Trabalhava como corretora de imóveis e com seguros. A família, residente no Rio Grande do Sul, percebeu que algo estava errado no dia 6 de março, quando Luciani não entrou em contato com a mãe para parabenizá-la pelo aniversário. Segundo o irmão, ela apenas respondeu mensagens com uma figurinha e a expressão “correria aqui”, um comportamento que a família considerou completamente atípico, já que Luciani costumava enviar áudios ou textos escritos.

Investigação segue em andamento

O boletim de ocorrência do desaparecimento foi registrado no dia 9 de março. A Polícia Civil tomou conhecimento formal no dia 10 e, a partir daquele momento, conduziu diligências ininterruptas que permitiram identificar a dinâmica e a autoria do latrocínio e da ocultação de cadáver em menos de 72 horas.

Buscas continuam sendo realizadas nos rios da região de Major Gercino para localizar as demais partes do corpo de Luciani. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que a investigação segue em andamento para colher outros elementos e que o possível envolvimento dos suspeitos em outros crimes também será verificado. As investigações contaram com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), da 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de Polícia de São João Batista e da Polícia Rodoviária Federal.

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