O pequeno Moisés Falk Silva, de apenas 4 anos, morreu no último domingo (17) após dar entrada desacordado no Multi Hospital, no bairro Carianos, na Grande Florianópolis. A morte foi noticiada em primeira mão pelo Jornal Razão, que também apurou a informação de que o menino já havia sido internado em maio deste ano por suspeita de agressões.
Na época, ele permaneceu 12 dias hospitalizado com machucados pelo corpo. Um médico chegou a registrar que as lesões eram “fortemente sugestivas de maus-tratos” e compatíveis com sinais de defesa. O padrasto alegou que o garoto teria caído da cama, enquanto a mãe, Larissa de Araújo Falk, afirmou desconfiar de uma babá, mas não do companheiro. Um boletim de ocorrência foi registrado, e um inquérito chegou a ser aberto para investigar.
O domingo da tragédia
Segundo testemunhas, Moisés foi levado às pressas ao hospital por vizinhos, já em parada cardiorrespiratória. Apesar de quase uma hora de tentativas de reanimação, o óbito foi confirmado. Médicos relataram hematomas no rosto, costas e abdômen, além de marcas que levantaram a suspeita de violência.
O padrasto, Richard da Rosa Rodrigues, afirmou em depoimento que o menino estava com febre e teria desmaiado de repente. Testemunhas, porém, disseram que ele se mostrou frio diante da situação e chegou a tentar sair do hospital após a confirmação da morte. A mãe relatou que estava no trabalho quando recebeu a ligação do companheiro.
Decisão judicial
Ambos foram conduzidos à Delegacia de Homicídios. A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante de Richard em prisão preventiva, destacando contradições e indícios de participação direta no crime. Já Larissa foi colocada em liberdade provisória, sob medidas cautelares como comparecimento em juízo, proibição de sair da comarca e recolhimento domiciliar noturno.
O que diz a investigação
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio duplamente qualificado por maus-tratos. O processo corre em segredo de Justiça por envolver menor de idade.