Renata Franciele Pereira dos Santos, de 33 anos, morreu na manhã deste domingo (20) após quase duas semanas internada em coma no Hospital Regional de São José. A moradora de Tijucas, no Vale do Rio Tijucas, havia sido hospitalizada no dia 8 de julho com hemorragia cerebral e chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu.
A Polícia Civil trata o caso como suspeita de feminicídio. De acordo com os registros policiais, Renata teria deixado a filha pequena com a avó no dia 4 de julho, informando que sairia com o ex-companheiro. Desde então, não retornou para buscar a criança. Dias depois, a filha encontrou manchas de sangue no travesseiro da mãe.
Um boletim de ocorrência foi registrado no mesmo dia em que Renata deu entrada no hospital. Inicialmente, a versão apresentada ao hospital pelo ex-companheiro foi de que Renata teria sofrido uma queda. No entanto, o laudo médico apontou que a lesão no crânio foi causada por instrumento contundente, o que contradiz a hipótese de acidente.
Com a morte confirmada neste sábado às 9h47, o caso passou a ser investigado como “lesão corporal seguida de morte” e “homicídio doloso”. Um ex-companheiro da vítima é apontado como suspeito, mas ainda não há confirmação oficial de que ele esteja foragido – motivo pelo qual ainda não podemos divulgar sua identidade.
O corpo de Renata está sendo velado na Capela Mortuária do bairro Praça, em Tijucas, com sepultamento previsto para a manhã de segunda-feira (21), às 10h30, no Cemitério Municipal. Ela deixa duas filhas pequenas e uma família abalada.
Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a tragédia. “Ainda não acredito que você nos deixou. O que fizeram com você não vai ficar impune”, escreveu uma prima da vítima em publicação acompanhada de uma foto das duas.
A Polícia Civil segue com a investigação em andamento e busca esclarecer todas as circunstâncias da morte de Renata. Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas de forma anônima às autoridades.