Indignados com a morte do cão comunitário Orelha, moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha, realizaram um protesto na manhã deste sábado (17), em Florianópolis. A mobilização reuniu mais de 100 pessoas e levou faixas e cartazes pedindo justiça e punição aos responsáveis.
O grupo caminhou até as proximidades do edifício onde, segundo relatos da comunidade, morariam os adolescentes apontados como autores da violência. O ato foi pacífico e acompanhado à distância pelas autoridades. A investigação está a cargo da Polícia Civil.
Durante a manifestação, moradores relataram que um segundo cão comunitário, conhecido como Caramelo, também teria sido morto pelo mesmo grupo. Essa informação, segundo os próprios manifestantes, ainda é apurada pela polícia.
Orelha, também chamado de Preto por moradores mais antigos, vivia na Praia Brava havia cerca de dez anos. O animal era alimentado e cuidado diariamente por comerciantes, pescadores e famílias da região, sendo considerado parte da rotina local.
De acordo com a apuração policial, o cachorro foi encontrado com ferimentos profundos em diferentes partes do corpo. Em razão da gravidade das lesões, não resistiu e precisou ser sacrificado. O caso é investigado pela Delegacia de Proteção Animal da Capital.
A arquiteta Carolina Zylanar, moradora da região, contou que havia alimentado os cães dias antes do crime. Segundo ela, os animais eram vacinados e acompanhados pela comunidade. “Espero que os agressores sejam identificados, seja lá quem forem”, afirmou, emocionada ao NDMais.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmou que o caso ganhou prioridade após cobrança direta do governador Jorginho Mello. Segundo ele, providências já estão em andamento e os responsáveis serão levados à Justiça.
A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela investigação, informou que os possíveis autores já foram identificados. Conforme explicou, os adolescentes serão encaminhados à Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei para prestar depoimento.
O caso segue em apuração e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.