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em Segurança

Morre traficante de bebês que vendeu 200 crianças nascidas em Tijucas

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 21/04/2024 14h57
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Arlete Hilu era a traficante de bebês que vendeu milhares de crianças de Santa Catarina. Grupo criminoso teve ajuda de pessoas de Tijucas e lucrou milhares de dólares pelo envio das crianças. Arlete repetia um argumento aos envolvidos: tudo o que fazia era “pelo bem” das vítimas dela

Quase ninguém soube, mas a responsável por uma série de sequestros de bebês e líder de uma gangue que vendia crianças para fora do Brasil, Arlete Honorina Hilú morreu no interior de São Paulo no fim do ano passado. A revelação foi feita neste sábado (20). Arlete estava em uma casa de repouso em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

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Recibo de “compra e venda” de um bebê traficado pela quadrilha

Arlete, segundo o que se divulgou agora, teria falecido em novembro passado, de uma pneumonia. Estava com 78 anos e, até onde se sabe, tinha problemas mentais e já não estaria lúcida. Depois de um período de cadeia nos anos 80, Arlete viveu em liberdade até o fim de seus dias, embora tenha sido responsável pelo rapto e venda de até três mil crianças junto com sua quadrilha.

Sua história remete ao filme que fez o Brasil parar: Sound of Freedom, ou Som da Liberdade, em português. Com um enredo que denuncia o tráfico e a escravidão sexual infantil nas Américas, o filme independente manteve-se em primeiro lugar no Brasil nas semanas em que esteve em cartaz. 

A grave denúncia de venda de crianças também ocorreu em Santa Catarina. Israel é o país para onde foi levada a maioria dos bebês brasileiros traficados na década de 80. Não se sabe ao certo quantas crianças foram vendidas, mas estima-se que mais de 3 mil bebês foram tirados de sua família e entregues para compradores no Oriente Médio. Quadrilhas ofereciam crianças de pele clara ao custo de até US$ 40 mil.


Os criminosos atuaram principalmente em Santa Catarina e no Paraná, reduto de descendentes europeus, um lugar com maior oferta de “mercadoria”. Quatro quadrilhas agiram em SC.

As crianças da Região Sul do Brasil eram as mais desejadas por serem brancas. As que tinham olhos claros valiam mais no “mercado infantil”. Mulheres se faziam passar por assistentes sociais e levavam as crianças ainda de dentro do hospital. Equipes médicas participavam do esquema e facilitavam o tráfico de bebês. Os documentos das crianças eram ‘esquentados’ normalmente num cartório do Rio de Janeiro.

Corria o ano de 1987. O primeiro repórter da Rádio Vale, em Tijucas, recebeu a incumbência de se dirigir até o Fórum da Comarca de Tijucas e entrevistar um juiz “interventor” que estava cuidando da apuração de denúncias sobre a adoção ilegal de crianças nascidas na Maternidade Chiquinha Gallotti. E assim foi feito.

No fórum, Leopoldo Barentin, o fundador do Jornal Razão, se encontrou com o jovem juiz substituto Cesar Augusto Mimoso Ruiz Abreu, atualmente desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ele concedeu uma entrevista que resultou em mais de uma hora de gravação. Nela o juiz sintetizou o episódio explicando que dois advogados, um de Porto Belo e outro de Balneário Camboriú, com o envolvimento de pessoas de Tijucas, teriam protagonizado a adoção de mais de 200 crianças nascidas na Maternidade Chiquinha Gallotti.

“Eles traziam gestantes de várias cidades do Litoral Norte e pagavam parto particular na maternidade de Tijucas”, revelou o magistrado.

O processo gerou mais de 30 volumes de papel e não está mais no Fórum da Comarca de Tijucas. Foi encaminhado ao Tribunal de Justiça. Durante as investigações foram ouvidos e por fim apurou-se que boa parte dessas crianças eram adotadas por casais de Israelenses, que se hospedavam em Balneário Camboriú ou na atual Costa Esmeralda enquanto aguardavam os dois advogados já citados “resolverem as questões burocráticas”, visando permitir que os bebês viajassem para os lares que lhes aguardavam.

O Fantástico denunciou o caso em 1985. A maioria dos bebês que saía de Santa Catarina e do Paraná era vendida em Israel. As quadrilhas procuravam famílias pobres e convenciam a mãe a doar o filho dizendo que ele teria um futuro melhor. Em alguns casos, os criminosos pagavam pelas crianças. Em outros, simplesmente roubavam os bebês. Na época, bastava uma declaração em cartório para autorizar a doação e os bandidos falsificavam o documento.

A brasileira Maggi Cohen chegou na casa de uma família em Tel Aviv com menos de um mês de vida. Os pais adotivos dizem que não desconfiaram de nada e que acreditaram que se tratava de uma adoção legal. Uma brasileira chamada Arlete entregou a bebê no aeroporto.

Em 1988, Arlete foi condenada e cumpriu dois anos de prisão. Ela comandava uma quadrilha que teria vendido pelo menos três mil crianças, segundo estimativa da ONG Desaparecidos do Brasil. Entre as crianças adotadas estava Noeit Sapir, nascida em 13 de março de 1986, em Tijucas. 

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