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URGENTE: Polícia Civil prende mãe e padrasto de bebê morta por espancamento em SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 23/08/2025 17h38 | Atualizado há 267 dias
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Neste sábado, mãe e padrasto foram presos em Joaçaba (SC) após bebê de 8 meses morrer com fraturas e sinais de agressão. Polícia investiga maus-tratos e o irmão da vítima está sob proteção.

Uma bebê de apenas 8 meses morreu com múltiplas fraturas e sinais de espancamento em Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina. A mãe da criança, Daniele Bazzi, de 21 anos, e o padrasto, Carlos Manoel Prates da Luz, de 23, foram presos neste sábado (23), após a Polícia Civil concluir que há evidências suficientes para a prisão preventiva de ambos. O caso gerou revolta e expôs um ambiente de violência doméstica silenciosa.

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A vítima, identificada como Vitória Sophia Bazzi da Costa, deu entrada na UPA de Herval d’Oeste na madrugada de quarta-feira (20), levada pela mãe com relato de febre e dificuldade para respirar. Devido à gravidade do quadro, ela foi transferida ao Hospital Universitário Santa Terezinha, onde exames revelaram fraturas nas costelas, no fêmur, no braço e uma lesão pulmonar. Vitória foi internada na UTI e passaria por cirurgia, mas não resistiu e morreu ainda no mesmo dia.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Fernanda Guelen da Silva, a mãe e o padrasto apresentaram versões contraditórias. Cada um culpou o outro pelo cuidado com as crianças. Nenhum assumiu qualquer responsabilidade direta pelas agressões, mas ambos confirmaram que costumavam ficar trancados em casa com os filhos, e que gritos, xingamentos e choro intenso eram frequentes.

“Diante das evidências, foi determinada a prisão preventiva dos dois, que devem permanecer detidos durante a investigação, com prazo de 30 dias”, afirmou a delegada.

O laudo preliminar da Polícia Científica confirmou que as lesões da bebê são compatíveis com traumas contusos causados em momentos diferentes. Havia fraturas em estágios variados de cicatrização, o que indica agressões repetidas ao longo do tempo.

Durante o interrogatório, Daniele chegou a omitir que morava com o companheiro. Disse inicialmente que vivia com a própria mãe e tentou culpar o filho mais velho, de 3 anos, pelas lesões da irmã. Somente depois revelou que vivia com Carlos Manoel Prates da Luz, que também foi interrogado e apresentou outra versão dos fatos.

A Polícia apreendeu o celular de Daniele, onde encontrou mensagens trocadas com a avó da criança. Em uma delas, a avó orienta que a filha “mantenha sempre o mesmo relato”, reforçando a suspeita de tentativa de acobertamento.

O menino de 3 anos, irmão da vítima, também apresentava uma lesão suspeita e foi submetido a exame pericial. Ele está sob os cuidados da avó materna. O Conselho Tutelar de Joaçaba foi acionado ainda na madrugada do dia 20 para acompanhar o caso e proteger a criança sobrevivente.

A equipe médica relatou que o estado da bebê era extremamente grave e incompatível com acidentes domésticos comuns. As fraturas e a lesão pulmonar exigiriam força significativa para serem causadas, especialmente em um bebê.

O caso de Vitória ocorre em meio a uma série de episódios recentes de violência contra crianças em Santa Catarina. Na quarta-feira (20), um homem foi preso em Caçador por suspeita de maus-tratos contra a enteada, uma bebê de 2 meses. Em Florianópolis, um menino de 4 anos morreu no domingo (17) com diversos ferimentos pelo corpo.

A Polícia Civil de Joaçaba segue com diligências para concluir o inquérito. O laudo cadavérico completo ainda está sendo elaborado pela Polícia Científica. Daniele Bazzi e Carlos Manoel Prates da Luz devem responder por lesão corporal dolosa com resultado morte, além de omissão de socorro e maus-tratos, conforme a conclusão das investigações.

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