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em MPSC

Médico e advogada são alvos de operação por fraude para soltar detentos em SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 05/05/2026 08h53 | Atualizado há 13 dias
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Ação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, do Ministério Público de Santa Catarina, investiga esquema com atestados médicos falsos para concessão de prisão domiciliar em Santa Catarina.

Uma operação de grande porte deflagrada na manhã desta terça-feira (5) movimentou forças de segurança em diversas cidades de Santa Catarina e também no Paraná. Batizada de Operação “Efeito Colateral”, a ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Ministério Público de Santa Catarina, e mira um esquema de fraudes envolvendo atestados médicos falsos para beneficiar detentos.

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Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão e 35 de busca e apreensão, cumpridos em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville, Itapema, Navegantes, além de municípios do Paraná, como Pinhais e Pontal do Paraná.

Esquema envolvia atestados falsos

Segundo as investigações, uma advogada e um médico atuariam juntos na emissão de documentos falsos, simulando doenças graves para justificar pedidos de prisão domiciliar. A estratégia era usada para retirar detentos do sistema prisional, muitos deles apontados como lideranças criminosas.

De acordo com o MPSC, após conseguirem o benefício, alguns desses presos rompiam tornozeleiras eletrônicas e passavam a ser considerados foragidos, o que agravava ainda mais a situação.

Provas e investigação

Durante as apurações, foram encontrados arquivos com exames, receituários e atestados, além de conversas que indicariam a articulação entre os investigados para montar diagnósticos falsos usados em processos judiciais.

A Justiça autorizou as buscas em residências e empresas ligadas aos suspeitos, com o objetivo de reunir mais provas, como documentos e equipamentos eletrônicos.

Confronto e policial ferido

Durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos reagiu à abordagem e efetuou disparos de arma de fogo. Um policial militar que participava da operação foi atingido, recebeu atendimento imediato e foi encaminhado ao hospital. Segundo informações, ele está em estado estável.

Nome da operação

O nome “Efeito Colateral” faz referência aos impactos negativos causados pelo uso indevido da medicina para fins ilegais. A investigação aponta que a prática distorcia decisões judiciais e enfraquecia o sistema de justiça.

O caso segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das investigações.

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