Uma mulher de 31 anos foi brutalmente agredida pelo ex companheiro na noite de 31 de dezembro, na véspera do Ano Novo, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso ocorreu em uma conveniência no bairro Ilhota e foi registrado como lesão corporal leve dolosa e ameaça, dentro do contexto de violência doméstica.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar de Santa Catarina, a vítima relatou que foi ao local para comprar itens para a virada de ano quando encontrou o ex companheiro, que já estava em frente ao estabelecimento. Uma discussão teria começado por causa da filha do casal. Em determinado momento, o homem passou a agredi-la fisicamente e a proferir ameaças de morte, situação que foi gravada em vídeo pelo próprio celular da vítima e por câmera de segurança do comércio.
A guarnição da PMSC foi acionada por volta das 18h45 e, ao chegar ao local, encontrou a mulher em estado de abalo emocional, relatando medo intenso e dores na cabeça e no rosto. O agressor já havia fugido antes da chegada da polícia, tomando rumo desconhecido. Segundo a vítima, ele deixou o local em uma motocicleta. Uma foto da placa do veículo foi anexada ao boletim.
A mulher apresentava lesões leves, mas optou por dispensar atendimento médico imediato. Mesmo assim, a Polícia Militar adotou todos os procedimentos legais, confeccionou o boletim de ocorrência e orientou a vítima sobre seus direitos, incluindo a representação criminal e as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
Em atualização publicada nas redes sociais, foi confirmado que a medida protetiva já foi concedida à vítima. A Polícia Civil agora trabalha para um eventual pedido de mandado de prisão contra o agressor.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais após denúncia feita pelo vereador Ramos (PP), com manifestações de indignação e cobranças por uma resposta mais dura das autoridades. A Polícia Militar de Santa Catarina reforçou que segue atuando de forma rigorosa em ocorrências de violência doméstica e orienta que denúncias sejam feitas imediatamente pelo 190, especialmente quando há risco à vida.
A vítima e os filhos devem receber acolhimento institucional e acompanhamento psicológico, conforme os encaminhamentos realizados após o registro da ocorrência.


