Um grupo de militantes que se identifica como Um grupo de militantes que se identifica como comunista ocupou neste final de semana um terreno público federal na Rua Araranguá, às margens da BR-101, em São José, na Grande Florianópolis. A ocupação foi batizada de “Elizabeth Teixeira” e organizada por integrantes do PCBR/SC (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) com apoio de movimentos como o MTST-SC.
Segundo publicações nas redes sociais, mais de 200 famílias estariam acampadas no local, reivindicando “moradia popular” e alegando que não suportam mais pagar aluguel. Os organizadores classificam a ocupação como “exemplar” e dizem que o terreno seria “da classe trabalhadora”.
Ameaça direta à Polícia Militar
Durante uma das intervenções da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) na tentativa de garantir a ordem e avaliar a situação, um dos líderes do movimento foi gravado afirmando que, caso os policiais tentem agir para conter a ocupação, “vai dar merda”. A fala foi interpretada como ameaça direta à atuação da PM, que ainda não confirmou novas diligências no local.
Os participantes da invasão se autodenominam “camaradas” e demonstram alinhamento ideológico com regimes comunistas, como evidenciado nos símbolos utilizados nos cartazes e nas vestimentas, com destaque para foice e martelo e frases como “ocupar é resistir” e “o ser humano coletivo sente necessidade de lutar”.
A mobilização
As imagens divulgadas mostram o terreno com diversas barracas, tendas improvisadas, cartazes e faixas. Em uma das postagens, o militante Pedro Zardo exalta a organização da ação e reforça que “a terra é para quem trabalha e mora”. O grupo também está convocando apoiadores para reforçar a mobilização.
A página oficial da ocupação afirma que o movimento é pacífico e que busca pressionar o poder público por soluções concretas de moradia.
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