Um escândalo envolvendo pornografia infantil veio à tona nesta semana no Vale do Rio Tijucas, em Santa Catarina. O Jornal Razão obteve acesso com exclusividade a todas as informações. O investigado, que ainda não pode ser identificado para não comprometer as investigações, é um homem casado e evangélico. Ele é suspeito de ter armazenado e compartilhado centenas de vídeos e fotos de pornografia infantil, envolvendo meninas e meninos de toda a região.
Os materiais estavam organizados em pastas nomeadas com nomes de crianças, adolescentes e cidades catarinenses, como Nova Trento, São João Batista, Canelinha, Tijucas, Otacílio Costa, entre outras.
Conteúdo foi descoberto por familiares de vítima
A denúncia começou a tomar forma depois que o pai de uma das vítimas descobriu mensagens trocadas com o suspeito via WhatsApp, em que o criminoso fingia ser um adolescente e iniciava conversas com menores. Em determinado momento, o suspeito enviava fotos íntimas e vídeos com o rosto à mostra, facilitando a identificação.
Uma das conversas mais perturbadoras mostra o criminoso oferecendo dinheiro para que dois meninos se envolvessem em atos sexuais, descrevendo o abuso com detalhes. Também há prints em que ele tenta ganhar a confiança das crianças com promessas de amizade e sigilo.


Pastas divididas por cidade e nome de vítimas
O conteúdo apreendido inclui conversas de aliciamento, vídeos íntimos e imagens arquivadas com nome das vítimas, de cidades e até de escolas. Em uma das imagens, é possível ver uma estrutura de arquivos com etiquetas como:
• “XXXX – Nova Trento”
• “XXXX – Tijucas”
• “XXXX – Otacílio Costa”
• “XXXXX – São João Batista”

Investigado foi demitido por pornografia infantil
Segundo familiares de vítimas, o indivíduo foi demitido posteriormente da empresa após o flagrante, que resultou na apreensão de seu notebook pela Polícia Civil, hoje retido na Delegacia de Tijucas. As investigações foram formalizadas e estão em andamento.
Um dos arquivos extraídos do computador mostra data de modificação em dezembro de 2020. A pasta, nomeada “ANTI VIRUS”, continha imagens e vídeos de abuso. Ou seja, as vítimas podem já ter atingido a maioridade sem que o estuprador fosse responsabilizado. Além da vida profissional, o homem atua como ministro em um Ministério de Casais de uma igreja evangélica em Nova Trento.


Um dos números usados nas abordagens consta com foto e nome de outro adolescente, o que reforça a prática de criação de perfis falsos para aliciar menores.
Moradores da região estão cobrando prisão imediata do investigado, que até o momento segue em liberdade. O caso segue sendo tratado sob sigilo de Justiça.
