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em Segurança

PF: dinheiro de aposentados da Celesc foi desviado para comprar 35 imóveis em Santa Catarina

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 08/04/2026 13h27
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Operação Sem Lastro da Polícia Federal investiga rombo de R$ 365 milhões na Celos, fundo de previdência da Celesc. Aposentados fazem aportes extras para cobrir prejuízos, e PF sequestrou mais de 30 imóveis em SC.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Sem Lastro, que investiga um esquema de fraude previdenciária de R$ 365 milhões na Celos, fundação que administra a previdência complementar dos funcionários da Celesc. A ação resultou no bloqueio de até R$ 365 milhões em valores e no sequestro de mais de 30 imóveis em Santa Catarina.

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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois endereços vinculados aos investigados em Florianópolis, na manhã desta quarta-feira. O principal alvo da investigação é um ex-diretor financeiro da entidade, apontado como integrante do núcleo decisório responsável pelas fraudes.

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Aposentados pagam a conta

Conforme o delegado federal Christian Barth, os segurados da fundação, tanto aposentados quanto trabalhadores da ativa, estão sendo obrigados a fazer aportes financeiros extras nas contribuições para cobrir os prejuízos causados pelo esquema.

“Atualmente, os segurados estão tendo que fazer aportes financeiros nas contribuições por conta das perdas que essas operações causaram no fundo”, afirmou o delegado.

Investimentos em ativos podres

Segundo a investigação, o ex-diretor financeiro era responsável por aplicar os recursos dos participantes em fundos de investimento de alto risco e baixa qualidade, chamados de “ativos podres”. A fraude ocorreu entre 2004 e 2011, período em que ao todo seis investimentos foram analisados pela perícia.

Conforme o delegado, as perícias indicaram que não se tratava de perdas normais de mercado, mas de decisões fora das normas, sem análise adequada e feitas de forma acelerada.

35 imóveis e suspeita de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal identificou indícios de que parte do dinheiro pode ter sido desviada e retornado ao principal investigado. Pelo menos 35 imóveis, todos em Santa Catarina, foram comprados no mesmo período dos investimentos fraudulentos. Os bens estavam registrados em nome de uma empresa “laranja” ligada a parentes do investigado.

“Como as compras se deram no período desses investimentos e provavelmente o dinheiro deve ter retornado para essa pessoa investigada, é muito possível que estamos diante de um crime de lavagem de dinheiro, com a ocultação da origem do valor desviado”, explicou o delegado Christian Barth.

Operação mira patrimônio do esquema

Com a operação, a Polícia Federal busca atingir o núcleo patrimonial do esquema, interrompendo o fluxo financeiro ilícito e preservando recursos para eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos segurados da Celos.

O que diz a Celos

Em nota, a Celos informou que tomou conhecimento da operação por meio da imprensa e que colaborou integralmente com as autoridades ao longo dos anos, incluindo a Previc e a própria Polícia Federal.

A fundação destacou que nenhum membro da atual diretoria é objeto das investigações e que nenhum endereço de operação da Celos foi alvo de medida policial. Segundo a entidade, as investigações dizem respeito a operações realizadas há mais de 15 anos e não têm relação com a carteira de investimentos atual.

A atual gestão reafirmou seu compromisso com a governança responsável e disse que seguirá acompanhando os desdobramentos. O caso segue em investigação pela Polícia Federal.

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