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em Segurança

Quadrilha que usava rapel e fuzis em roubos milionários é presa em operação da PCSC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 02/09/2025 12h01
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Operação da Polícia Civil prende ex-secretário de Turismo do Paraná e outros suspeitos em diferentes estados

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação de grande porte contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em assaltos milionários em diversos estados do país. Entre os alvos está Wagner de Paula Goulart, conhecido como “Ratão”, ex-secretário de Turismo de Campo Magro (PR), que foi preso na Grande Curitiba.

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Crimes sob investigação

O grupo é investigado por uma série de furtos e roubos de alto impacto, incluindo o assalto à Joalheria Viviany Amorim, no centro de Florianópolis, em abril de 2023. Segundo o inquérito, os criminosos utilizavam técnicas de rapel para acessar os locais, escalando prédios e descendo pelas fachadas para escapar, além de usar spray de tinta em câmeras de segurança para dificultar a identificação.

A investigação também apura a participação da organização em outros crimes em Santa Catarina, como furtos às joalherias Porto, em 2021, e a outra no bairro Itacorubi, em 2023. Houve ainda uma tentativa frustrada em Blumenau, em 2022. Fora do estado, há suspeitas de envolvimento em ações semelhantes no Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Os alvos teriam adquirido fuzis, pistolas e veículos blindados, o que indica a migração de furtos para roubos com uso de violência. Além disso, parte do grupo é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, ocultando patrimônio em nome de familiares e amigos.

Prisões e mandados cumpridos

A operação cumpriu cerca de 30 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Foram presos suspeitos em Curitiba (PR), Barra Velha (SC) e Porto Alegre (RS). Os nomes listados como alvos principais no inquérito são:
• Ivan Alves Ramos, conhecido como “Bani”
• Wagner de Paula Goulart, “Ratão”, ex-secretário de Turismo de Campo Magro
• Herick Ebenezer Alves Maciel (preso em julho pela Polícia Civil de Goiás)
• Vinícius Ricardo Soares
• Gabriela Toledo Constante

Outros alvos ainda não capturados ou já recolhidos em unidades prisionais também foram citados:
• Lucas Denilson Rodrigues dos Santos, “Lupe”
• Andrius Kaue Ribas Feitosa (já preso por homicídio)
• Eduardo Guerreiro da Silva
• Leonardo Alexandre Cruz (preso em Piraquara/PR, segundo informações da DFRV Curitiba)
• Maycon Douglas Correa (preso em julho pela PC de Goiás)
• Wesley Alves Hannush (preso em julho pela PC de Goiás)
• Thiago Henrique Xavier
• Willian de Paula Costa Pieczak, “Gordinho”
• Larissa Martins

Além deles, foram identificados nomes ligados ao suposto esquema de lavagem de dinheiro:
• Felipe Hisdalech (irmão de Vinícius)
• Juliano Nascimento de Almeida (amigo de Vinícius)
• Antonia Margarete Alves da Maia (mãe de Ivan)
• Igor Alves Ramos (irmão de Ivan)
• Paulo Henrique dos Santos (amigo de Ivan, preso em Jaraguá do Sul)
• Soeli Rodrigues Pereira (mãe de Lucas)
• Jacson Rodrigues Santos (irmão de Lucas)
• Joacir Cruz (pai de Leonardo)
• Maria Brígida Maia Guerreiro (mãe de Eduardo)

Foram ainda citadas empresas vinculadas aos investigados:
• Pit Stop 430 Moto Center (ligada a Ivan)
• Feliphe Hisdalech Distribuidora de Gesso e Placas

Estratégia do grupo

De acordo com a investigação, o modus operandi da quadrilha incluía levantamento prévio dos alvos, acesso a prédios por meio de escadas e permanência no local horas antes do crime. A saída costumava ocorrer por rapel. O grupo também utilizava carros adulterados, documentos falsos e ferramentas específicas para as ações.

Na lista de apreensões prioritárias estavam celulares dos investigados, joias de alto valor, veículos de luxo, quantias em dinheiro superiores a R$ 1 mil, moedas estrangeiras, além de roupas e equipamentos utilizados nos crimes.

Desdobramentos

As investigações seguem em andamento. Os alvos são tratados como suspeitos até conclusão judicial. O caso expõe a ramificação da organização criminosa em diferentes estados e levanta indícios de que os crimes iam além de furtos e roubos, abrangendo também lavagem de dinheiro e possíveis delitos contra a ordem tributária.

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