Vítimas que carregam traumas desde a infância vivem hoje com medo constante. Elas saem de casa sozinhas, evitam rotinas previsíveis e pedem apenas uma coisa: que o homem condenado por ter destruído suas vidas seja finalmente preso.
O nome dele é Silvano de Souza, condenado a 21 anos e 7 meses em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia na comarca de Penha (SC). Apesar da sentença definitiva, ele continua foragido, mesmo com mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina desde 18 de maio de 2024, com validade até 2042.
O caso envolve crimes gravíssimos cometidos contra meninas vulneráveis. A sentença foi proferida pela 2ª Vara da Comarca de Penha, com base nos artigos 218-A e 217-A do Código Penal. O mandado determina a prisão imediata, mas até agora Silvano segue solto, aumentando o temor das vítimas.
Uma das sobreviventes, que pediu ajuda ao Jornal Razão, revelou:
“Passei maior parte da minha infância e adolescência com medo. Hoje sei que ainda corro risco, mas quero ele preso.”
Ela afirma não sair de casa sem estar acompanhada, com receio de novas ameaças.
“Estou esperando pela prisão dele pra poder viver em paz e sem medo”, desabafou.
Mesmo com condenação definitiva, o réu continua em liberdade, aumentando o sofrimento psicológico de quem já viveu o pior.
A divulgação do rosto do foragido e do mandado de prisão tem como objetivo ajudar a polícia a localizar e prender Silvano de Souza. O mandado foi assinado pela juíza Elaine Veloso Marraschi.
Qualquer informação sobre o paradeiro do condenado pode ser repassada de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
A prisão de Silvano não será apenas um alívio para as vítimas, mas uma medida urgente de proteção coletiva.