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Novas informações contradizem o relato publicado nas redes sociais por um jovem que disse ter sido vítima de homofobia e de um ataque de pitbull na orla de Balneário Camboriú. Conforme testemunhas que estavam em um bar da região no momento da confusão, o rapaz teria encostado em um homem na praia antes da agressão, sem a versão de que o esbarrão teria sido acidental.
Um vídeo enviado ao Jornal Razão por uma testemunha mostra o jovem, vestindo camiseta vermelha e tanga, entrando em um bar da orla logo após a confusão, aparentemente pedindo socorro.
A versão das testemunhas
Segundo relatam os garçons do bar onde o jovem buscou abrigo, a versão apresentada por ele nas redes sociais não corresponderia ao que eles presenciaram. Conforme a testemunha que enviou o vídeo ao Jornal Razão, “só vi o cara indo pra cima dele” e, em seguida, o jovem teria entrado no estabelecimento pedindo socorro.
“Ele esbarrou no cara. Foi sem querer, dizem os garçons do bar. Estou aqui com eles.”
A testemunha afirma não ter presenciado o momento exato do contato entre os dois, mas reproduz ao Jornal Razão o que os funcionários do bar teriam contado sobre o episódio.
O que o jovem disse
Em vídeo publicado logo após o episódio, o jovem afirmou ter sido vítima de homofobia, ter sido empurrado no chão e atacado por um pitbull lançado contra ele pelo suposto agressor. Segundo o relato original, o rapaz disse que o esbarrão foi acidental e que pretende processar o homem por homofobia e lesão corporal.
A versão completa da primeira denúncia pode ser lida nesta matéria.
O que sabemos até agora
- O caso ocorreu na orla de Balneário Camboriú, conforme já havia sido relatado.
- O jovem denunciou, em vídeo nas redes sociais, ter sido vítima de homofobia e de um ataque de pitbull.
- Testemunhas que estavam em um bar da região contestam a versão e afirmam que o jovem teria encostado em um homem antes da confusão.
- Um vídeo enviado ao Jornal Razão mostra o momento em que o jovem entra no bar em busca de abrigo.
- Não há, até o momento, registro oficial do caso na Polícia Civil.
Próximos passos
O Jornal Razão segue apurando o caso e busca mais testemunhas e imagens do episódio. Até o momento, não havia confirmação oficial sobre registro de boletim de ocorrência por nenhuma das partes envolvidas. Qualquer formalização do caso caberá à Polícia Civil de Santa Catarina, responsável pela investigação de crimes de homofobia, tipificados como racismo pela legislação brasileira desde 2019.