A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) neutralizou quatro criminosos durante um confronto armado na madrugada desta segunda-feira, na Servidão Maria Tibúrcia Pimentel, no bairro Ponta das Canas, em Florianópolis.
Segundo informações do 21º Batalhão da Polícia Militar, a ação teve início após a Agência de Inteligência identificar que Dilermano de Melo Cesar, conhecido como “Mano” — foragido e apontado como liderança da comunidade do Papaquara — estava escondido na região. O homem é investigado por diversos crimes, incluindo o assassinato de um policial penal em 2016, além de tráfico de drogas, roubos e envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Com base nas informações repassadas pela inteligência e apoio da Polícia Militar do Espírito Santo, as guarnições se deslocaram até o endereço indicado. No local, os policiais visualizaram um homem com camiseta preta, que ao notar a aproximação das viaturas, correu para dentro da residência.
Diante da suspeita, os militares tentaram realizar a abordagem. Ao abrir a porta, foram recebidos por quatro homens fortemente armados. Um dos suspeitos chegou a agarrar o fuzil de um policial, provocando reação imediata da equipe, que efetuou disparos para cessar a agressão. Os demais integrantes também reagiram, iniciando intenso confronto armado.
Após cessados os disparos, os policiais constataram que os quatro criminosos haviam sido atingidos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e confirmou os óbitos no local.
Durante a ação, um policial militar sofreu ferimentos em um dos dedos da mão esquerda, em decorrência da luta corporal com um dos suspeitos, sendo atendido ainda na cena.
Na casa, foram apreendidas várias armas de fogo, incluindo uma submetralhadora artesanal calibre 9mm, três pistolas (G2C 9mm, G3 9mm e 938 calibre .380), um revólver calibre .38 e diversas munições de calibres variados. Segundo a PMSC, a submetralhadora havia sido utilizada recentemente em um assalto a um posto de combustíveis no bairro Cacupé.
As investigações apontam que Dilermano e os comparsas mantinham a base operacional na região Norte da Ilha, onde estariam planejando novos ataques e assaltos.
A Polícia Militar destacou que a operação foi resultado de trabalho de inteligência e integração entre forças de segurança, reafirmando o compromisso com a proteção da população e o enfrentamento ao crime organizado em Santa Catarina.