Uma história que começou com medo e incerteza agora ganha um novo capítulo marcado pela esperança e pela solidariedade. A situação da idosa Seli Eger Hachmann, de 76 anos, moradora do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Penha, mobilizou uma verdadeira corrente do bem que ultrapassou fronteiras.
Após a divulgação do caso, centenas de pessoas se uniram para ajudar. Doações vieram de várias cidades de Santa Catarina, de outros estados e até de fora do país. A vaquinha solidária ultrapassou a marca de R$ 30 mil, além de inúmeras contribuições com materiais de construção.
Inicialmente, o valor arrecadado seria utilizado para a compra de uma casa pré-fabricada. No entanto, um gesto inesperado mudou completamente o rumo da história.
Um empresário da cidade de Penha, do ramo da pesca, entrou em contato com o repórter Matheus Carvalho e pediu para não ser identificado.
Sensibilizado com a situação, ele acionou uma construtora especializada em casas pré-fabricadas, comprou a residência e já autorizou o início da construção.
A obra da nova casa está prevista para começar neste sábado, marcando o início de uma nova fase para dona Seli e seu filho.
Com isso, o dinheiro arrecadado na vaquinha terá um novo destino: será utilizado para mobiliar a casa, comprar roupas, eletrodomésticos e garantir mais dignidade para a família.
A história que comoveu a comunidade começou em meio à dor. Dona Seli vivia em uma casa com risco de desabamento, próxima à Rodovia Paulo Stuart Wright, na variante de acesso à BR-101. A cada chuva, o desespero aumentava, com a água invadindo o imóvel e comprometendo ainda mais a estrutura.
“Eu me ajoelho todos os dias e peço pra Deus dois quartinhos pra que não chova mais em cima de mim”, disse a idosa, emocionada, em relato que tocou milhares de pessoas.
Mesmo diante das dificuldades, ela nunca perdeu a fé. Seli vive da aposentadoria e divide o lar com o filho, que está há dois anos sem o benefício do INSS após desenvolver um problema de coluna.
Agora, com a mobilização que tomou conta da internet e das ruas, a realidade começa a mudar.
Dona Seli e o filho fizeram questão de agradecer a todos que contribuíram e continuam ajudando.
“Que Deus abençoe cada pessoa que estendeu a mão pra gente”, disseram.
A nova casa não representa apenas um teto seguro, mas a prova de que a solidariedade ainda é capaz de transformar vidas.