O sol do fim de tarde em Florianópolis ainda dourava a fachada do Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira quando a marcha solene deu lugar ao burburinho festivo dos abraços. A maior solenidade de formação da história do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) recém chegara ao fim, entregando 653 novos praças à sociedade no ano em que a corporação celebra o seu centenário.
O ar no pavilhão ainda estava impregnado pelo peso solene das fardas de gala e pela energia de dever cumprido, enquanto famílias inteiras se acotovelavam para registrar o momento. No entanto, o rigor do protocolo militar estava prestes a ser suavemente interrompido por um capítulo de pura emoção que nenhum manual da tropa poderia prever.
O joelho no chão e a quebra do rigor militar
A poucos metros do palco principal, cercado por um círculo de companheiros de farda que se cotovelavam em risos cúmplices, o recém-formado soldado Luan Ricardo Gaboardi ajustou a dólmã e tomou fôlego. Diante de sua namorada, Álisan Maestri, que ainda assimilava o orgulho de ver o companheiro ostentar as insígnias no peito, Luan quebrou a postura ereta da tropa e colocou um dos joelhos no chão.
Do bolso da farda, sacou uma pequena caixa aveludada. A reação de Álisan foi imediata: as mãos voaram à boca, os olhos se encheram de lágrimas e o silêncio ao redor rapidamente se dissolveu em uma explosão de vivas, aplausos e palmas ritmadas dos colegas, selando o “sim” mais esperado da tarde.
A operação surpresa que contagiou o salão
Enquanto a comoção tomava conta daquele ponto do salão, o contágio romântico já encontrava eco em outro canto do Centro de Eventos. O novo bombeiro Wuesller Pavão havia arquitetado em segredo a sua própria operação especial para o coração.
Com a aliança reluzindo entre os dedos calejados pelos meses de treinamento severo e contando com a cobertura estratégica dos amigos de turma, Wuesller pegou Nayara Ziliotto completamente de surpresa. Diante do olhar atento de familiares que registravam cada segundo nos celulares, o pedido foi feito com a voz embargada e aceito prontamente com um abraço apertado de Nayara.
Em meio a cumprimentos, lágrimas de alegria e o flash ininterrupto das câmeras, os dois casais transformaram o pátio militar em um altar improvisado. Agora, enquanto aguardam a convocação oficial e a distribuição pelas diversas unidades do estado para servirem à população catarinense, Luan, Álisan, Wuesller e Nayara iniciam essa nova jornada na segurança pública com o futuro traçado e a data do casamento devidamente marcada na agenda.















