A figueira que há mais de um século faz sombra no coração do Centro de Florianópolis entra em uma nova fase de cuidados nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore. A Praça XV de Novembro recebeu o lançamento da revitalização que vai renovar o sistema de sustentação da árvore mais conhecida da capital e levar intervenções também às outras árvores do entorno.
A iniciativa é da Lojas Koerich, empresa que adotou o espaço, com apoio técnico da Arboran e acompanhamento da Prefeitura de Florianópolis, por meio da Floram, a Fundação Municipal do Meio Ambiente. O trabalho integra o programa de adoção de praças do FloripAmanhã, feito em parceria com a Prefeitura, que permite a empresas e instituições assumirem a manutenção de espaços públicos da cidade.
O ponto central desta etapa é a troca do sistema que ajuda a sustentar a figueira. Segundo os organizadores, o novo modelo foi escolhido a partir de avaliações e exames técnicos feitos na própria árvore, e não por critério estético ou padrão genérico.
O diagnóstico por trás da escolha
A nova fase dá continuidade a um trabalho que já vinha sendo feito na praça. Antes de qualquer intervenção, a figueira passou por uma tomografia completa, exame que permite avaliar o estado interno da madeira sem precisar cortá-la. É esse tipo de leitura que indica onde a árvore está firme, onde precisa de apoio e qual estrutura é capaz de dar suporte sem agredir o tronco e os galhos.
Durante o evento de lançamento, os responsáveis técnicos devem detalhar o diagnóstico que orientou a escolha do novo sistema, o cronograma dos serviços e os cuidados previstos para as demais árvores da praça que também vão passar por intervenções. Até a divulgação do aviso de pauta, o cronograma e os detalhes técnicos do novo sistema não haviam sido informados.

Um cartão-postal que precisa de cuidado constante
A figueira da Praça XV é um dos símbolos mais reconhecidos de Florianópolis. Além de ponto de encontro no Centro, é personagem da tradição popular de dar voltas em torno do tronco, repetida por moradores e turistas há gerações. Por ser uma árvore antiga, em área urbana e com copa extensa, depende de acompanhamento técnico permanente para seguir de pé com segurança.















