O meteorologista Piter Scheuer alertou na noite desta terça-feira (13) que a chuva forte deve voltar ao Paraná e a Santa Catarina por volta dos dias 22 e 23 de outubro, depois de acumulados que passaram de 400 milímetros no Sudoeste paranaense. Em vídeo publicado no perfil dele no Instagram, que tem mais de 830 mil seguidores, ele disse que alguns modelos de previsão dão “vontade de cair da cadeira”.
“Situação preocupante, em especial para o Paraná, onde as chuvas são mais volumosas e significativas para essas próximas horas e para os próximos dias”, afirmou Piter Scheuer. Segundo ele, o Oeste de Santa Catarina também já teve problemas e transtornos por causa da chuva excessiva.
Mais de 400 milímetros no Paraná
Segundo o meteorologista, estações meteorológicas registraram 434 milímetros de chuva em Capitão Leônidas Marques e 384 milímetros em Capanema, no Sudoeste do Paraná, desde o início da precipitação. Vários pontos da região somam entre 200 e 300 milímetros.
No Oeste catarinense, os volumes citados por ele foram 302 milímetros em Campo Erê, 282 milímetros em Paraíso, quase 200 milímetros em Guaraciaba e 175 milímetros em São Carlos. “É uma chuva bem concentrada, uma chuva bem significativa”, disse.

O que vem nos próximos dias
Para as próximas horas, a tendência é de tempo instável no Sul do Brasil, com chuva volumosa concentrada no Paraná e em parte do Oeste de Santa Catarina, onde ela pode causar transtornos pontuais. Na maior parte das cidades, segundo Piter Scheuer, a chuva é calma.
Até quinta-feira, a chuva vai e volta, com períodos de sol e pancadas de preferência à tarde e à noite. Na sexta-feira e no fim de semana, o tempo melhora no Sul: a chuva fica mais no litoral, alternando com períodos de sol, e o sol predomina nas demais áreas. O início da próxima semana também deve ter tempo seco.
Chuva forte volta perto do dia 22
“As notícias não são nada animadoras, porque lá pelo dia 22, 23 da próxima semana, já tem previsão de chuvas fortes”, afirmou o meteorologista. Segundo ele, essa chuva deve se concentrar entre o Paraná e Santa Catarina, principalmente no Paraná.
Piter Scheuer ressaltou que são apenas rodadas dos modelos de previsão, mas disse que alguns deles apontam volumes significativos, capazes de trazer mais transtornos. “Tem modelos aí que tu olha aí e dá vontade de cair da cadeira”, disse. Para ele, quanto mais perto do fim do mês, mais chuva, sobretudo no Paraná.
Para novembro, o meteorologista diz que o cenário ainda é uma incógnita: a chuva pode se concentrar em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul. “Então a gente tem que ficar muito atento”, afirmou.
Ele também chamou a atenção para o campo. “O problema é que tá muito barro, as lavouras estão com o solo totalmente encharcado, tá feia a situação”, disse. Piter Scheuer atribui o volume de chuva ao fenômeno El Niño.
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