O que acontecerá com o Hospital de Tijucas?

Administração do Hospital São José colocou as autoridades na parede: querem fechar a emergência ou entregar para o município. Qual será a decisão do professor Eloi?

O que acontecerá com o Hospital de Tijucas? Pyerre Cabral / JR

Administração do Hospital São José colocou as autoridades na parede: querem fechar a emergência ou entregar para o município. Qual será a decisão do professor Eloi?

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Na última semana, o Jornal Razão trouxe uma reportagem evidenciando a situação delicada da emergência do Hospital São José, em Tijucas.

Durante a apuração dos fatos, recebemos informações dos bastidores da política tijuquense dando conta do iminente fechamento da Emergência do Hospital de Tijucas.

Em conversas com interlocutores, o Jornal Razão confirmou a existência de tratativas por parte da administração do Hospital São José.

De acordo com o que foi apurado, um dos motivos é o valor do atual repasse feito pela Prefeitura de Tijucas para manter a emergência funcionando: apenas R$ 80 mil por mês.

O Prefeito Eloi, segundo os interlocutores, deverá tomar uma grande decisão nas próximas semanas. “Vai dar um peitaço”, garante um vereador de Tijucas.

Esse “peitaço” poderia culminar com a municipalização do Hospital São José, que passaria a ser administrado pela prefeitura. Dessa forma, o investimento mensal poderia ser muito maior. A título de comparação, São João Batista repassa mais de R$ 1 milhão por mês ao hospital da cidade.

Mudanças na gestão da Saúde Pública de Tijucas também estão em pauta nos bastidores. O Secretário Vilson José Porciúncula, por quem o prefeito Eloi nutre carinho, confiança e admiração, poderá contar com reforços para a eventual nova gestão.

Vale lembrar que Canelinha municipalizou seu hospital e decisão semelhante está em curso na cidade de Nova Trento.

A decisão em Tijucas poderá levar mais tempo do que em outros municípios por conta da existência de contratos firmados pelo Hospital São José com o Governo do Estado. O trâmite é extremamente burocrático e deverá envolver, inclusive, o Ministério Público. Hoje, caso decidam encerrar as atividades, por exemplo, precisariam aguardar pelo menos seis meses, justamente por conta destes contratos. 

O Jornal Razão segue atento aos fatos e trará melhores informações no decorrer da semana.

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