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Em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro assina à mão autorização para abrir seus sigilos, e Flávio leva ao TSE

Autorização do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, foi entregue por Flávio junto com as de Carlos, Jair Renan, da mãe e das empresas do candidato

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Em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro assina à mão autorização para abrir seus sigilos, e Flávio leva ao TSE
Foto: Reprodução
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou à mão a autorização para que os próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico sejam abertos. O documento foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno deste domingo (25).

Condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido pelo ministro Alexandre de Moraes de usar as redes sociais. Flávio passou 90 dias sem poder visitar o pai e só voltou a ter as visitas liberadas no dia 12 de outubro.

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No mesmo pacote, Flávio apresentou as autorizações dos irmãos Carlos e Jair Renan Bolsonaro para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, a da mãe, Rogéria Bolsonaro, e a das empresas em que é sócio ou representante. Os sigilos do próprio candidato serão abertos referentes aos últimos 20 anos. Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, não foi incluído na documentação.

A abertura dos sigilos foi um desafio lançado pelo presidente Lula (PT) no debate da Band, no domingo (18). Dois dias depois, Lula apresentou ao TSE a autorização para abrir os próprios sigilos dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo. As procurações dos parentes são necessárias porque nenhum dos dois candidatos pode autorizar a quebra de sigilo em nome de outra pessoa.

As duas campanhas assinaram um acordo, redigido pela campanha petista, para que os dados de ambos os lados sejam divulgados ao mesmo tempo, em um site de acesso público. Pelo acordo, cabe ao ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, requisitar as informações ao Banco Central, aos bancos, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. Até a publicação desta reportagem, nenhum dado havia sido divulgado.

Ao entregar os documentos, Flávio cobrou que Lula também abra os gastos com o cartão corporativo da Presidência e os registros de visitas ao gabinete presidencial. “Lula, abra o cartão corporativo”, cobrou o senador.

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As imagens desta reportagem são ilustrativas. Em prisão domiciliar, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, gravar vídeos e divulgar manifestos políticos, mesmo por meio de terceiros.

Leia também: “Cadê o cartão corporativo?”: Lula entrega só autorizações ao TSE, sem os extratos, e Dallagnol cobra

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/bolsonaro-assina-a-mao-autorizacao-abrir-sigilos-flavio-leva-tse

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