Em ato na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, o deputado estadual paulista Guilherme Cortez (PSOL) subiu ao palco, cumprimentou a “Universidade Federal” e disse que era bom estar em Santa Catarina e ver que “esse estado não tem só fascista”. Em seguida, avisou: “Mais cedo do que tarde esse estado vai ser nosso, eles que se preparem”.
O encontro, batizado de “Caravana pra fazer acontecer”, foi marcado para as 19h desta sexta-feira (16), no hall da Reitoria, no campus da Trindade, a nove dias do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A convocação foi divulgada pelo coletivo Revide SC e pelo PSOL de Florianópolis, com um aviso de que, “mesmo com chuva”, a atividade ia acontecer. A faixa estendida atrás do palco trazia os dizeres “O Brasil não é quintal de ninguém”, “Fora Flávio” e “É Lula tetra”.
Antes das falas, a animadora pediu barulho a quem estava “animado pra essa atividade” e comemorou a quantidade de gente no local, com um palavrão no meio.
“Território de fascista”
Giovana Mondardo (PCdoB) disse que o grupo ia “mostrar que Santa Catarina não é território de fascista” e que “aqui tem muita gente com sangue, suor e energia pra fazer diferente”. A deputada estadual Carolline Sardá (PSOL), que ocupa a vaga de Marquito na Assembleia Legislativa, afirmou que “o mar” já está virando e que a direita está desesperada: “A esquerda tá nas ruas, os estudantes tão na rua, a classe trabalhadora tá na rua, eles tão de medo”.

Camasão (PSOL) levou ao palco o fim da escala 6×1. Segundo ele, se Lula não vencer, a oposição vai trazer “a PEC da hora trabalhada”, que seria “o fim da folga remunerada no domingo”, “o fim das férias” e “o fim do décimo terceiro”.
Trump, Argentina e “imbecil”
Cortez voltou a falar em outro trecho do ato. Disse que a geração dele vai, “uma vez mais”, “salvar o Brasil do fascismo” e que o que for feito nos próximos nove dias “vai ser contado na história”. Ele afirmou que, na América do Sul, a direita “ganhou todas” desde que Donald Trump assumiu, mas que no Brasil “eles vão perder pela primeira vez”.
O deputado também mandou um recado aos “irmãos argentinos”, que, segundo ele, estão “sofrendo com aquele imbecil lá”. Ele não disse o nome, mas a Argentina é governada por Javier Milei. Na despedida, Cortez agradeceu a presença do público “no primeiro dia da nossa virada”.
Esse não é o primeiro ato pró-Lula na UFSC nesta campanha. No começo do mês, um professor criticou a distribuição de adesivos de Lula no campus depois de uma plenária convocada pelo mesmo coletivo.
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