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Eleições 2026

Eleitor que não votou no 1º turno é quem segura empate entre Lula e Flávio, explica CEO da Quaest

Conforme Felipe Nunes, da Quaest, quem não votou no 1º turno dá 40% a Lula e 36% a Flávio. O ajuste de eleitor provável sai no sábado

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
Eleitor que não votou no 1º turno é quem segura empate entre Lula e Flávio, explica CEO da Quaest
Foto: Reprodução
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O eleitor que não votou no primeiro turno, ou que votou branco e nulo, é quem segura hoje o empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. A explicação é de Felipe Nunes, CEO da Quaest, ao apresentar a nova pesquisa de segundo turno no programa Radar, da GloboNews, nesta quarta-feira (21).

Segundo a Quaest, Flávio tem 45% das intenções de voto e Lula, 44%. Na semana passada, o placar era de 46% a 44%. A margem de erro é de dois pontos, e os dois seguem tecnicamente empatados. Outros 9% dizem votar branco, nulo ou não votar, e 2% estão indecisos.

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Para explicar o empate, Nunes mostrou no telão o que a Quaest chama de matriz de transferência de voto. Ela cruza o voto que cada entrevistado diz ter dado no primeiro turno com o voto que ele pretende dar agora.

Flávio mantém 94% de quem votou nele no primeiro turno, e Lula, 95%. Entre os eleitores que escolheram outros candidatos, como Caiado, Zema e Renan, 43% dizem que agora votam em Flávio, 37% em Lula e 19% em nenhum dos dois.

A diferença aparece na última linha do gráfico. Entre os entrevistados que dizem não ter votado no primeiro turno, ou que votaram branco e nulo, 40% declaram voto em Lula e 36% em Flávio. Outros 21% seguem sem escolher nenhum dos dois. “Isso é o que a gente chama na ciência política de alienação eleitoral”, disse Nunes.

“O eleitor branco, nulo ou que não foi votar, ele é que tá produzindo essa elevação de intenção de voto que produz hoje esse empate técnico quase numérico”, afirmou o CEO da Quaest. Para ele, Lula precisa reduzir a alienação eleitoral para seguir competitivo.

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Felipe Nunes, CEO da Quaest, apresenta a transferência de voto no Radar, da GloboNews

Nunes lembrou que esses eleitores já ficaram fora da urna no primeiro turno. “A vantagem do Flávio pro Lula pode ser maior do que a gente tá vendo nesse momento”, disse, caso esse grupo continue sem votar.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou que parte desse eleitorado dá sinais de mudança. “Existem eleitores que votaram branco e nulo ou que não foram votar que tão dizendo: ‘Agora eu vou'”, afirmou. Nunes citou a eleição de 2014, quando a queda da alienação ajudou Dilma Rousseff a virar a disputa contra Aécio Neves na última semana.

Ainda segundo Nunes, no programa da GloboNews, a pesquisa também mostrou a aprovação do governo Lula em 46%, contra 47% de desaprovação. Entre os beneficiários do Bolsa Família, que são 21% da amostra, a vantagem de Lula subiu de 60% a 31% para 62% a 27%. Foi o único recorte em que a Quaest encontrou sinal de mudança. No voto espontâneo, os indecisos dobraram em uma semana, de 7% para 14%.

A resposta sobre o peso desse eleitor deve vir na pesquisa da véspera, no sábado. É quando a Quaest calcula o chamado eleitor provável, o “likely voter”, que desconta quem tende a não ir à urna. Segundo Nunes, se a abstenção ficar no patamar histórico de 20%, é muito difícil que Lula vire a eleição, e a vantagem de Flávio tende a aumentar no domingo. “Quanto mais a abstenção e a alienação caem, maior a chance do Lula avançar pra cima do Flávio.”

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Fonte: programa Radar, da GloboNews.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/eleitor-nao-votou-1-turno-empate-lula-flavio-quaest

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