Um eleitor petista levou a cachorra para votar neste domingo (25), no 2º turno da eleição presidencial, e disse que quer ser deputado federal para criar uma lei que faça o voto dos animais contar. O agente comunitário Paulo Cerqueira foi à seção eleitoral com a camisa vermelha do PT, e a cachorra foi junto, com a estrela do partido presa no peitoral.
“E ela veio votar junto comigo, até porque ela faz parte da família”, contou Paulo, em vídeo gravado pelo jornal baiano Correio. Em seguida, ele apresentou o plano. “Eu serei um dia um deputado federal pra fazer um projeto de lei pra os votos dos animais também contarem, porque eles fazem a diferença nessa Terra.”
“Computar mais um voto”
Perguntado se era uma pretensão, Paulo confirmou e explicou a lógica. “É uma pretensão, é. Se eles fazem parte da nossa família, por que não a gente, como tutor, não trazê-lo também pra computar mais um voto?”, questionou.
O próprio Paulo admitiu que a ideia soa estranha. “É até estranho, né? Mas é a realidade, faz parte da família”, disse, rindo, ao lado da cachorra, que acompanhou a entrevista com a língua de fora.
O que diz a lei
Pela Constituição, o voto é obrigatório para os brasileiros alfabetizados de 18 a 70 anos e facultativo para quem tem 16 ou 17 anos, mais de 70 anos ou não sabe ler. Para votar, é preciso estar alistado na Justiça Eleitoral. A cachorra, por enquanto, fica só na torcida.
No 1º turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) terminou na frente, com 47% dos votos válidos, contra 45% do presidente Lula (PT). As urnas fecham às 17h, no horário de Brasília. O Jornal Razão acompanha a apuração em tempo real em jornalrazao.com/eleicoes.
Fonte: vídeo do jornal Correio.
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