O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, disse nesta sexta-feira (16), em entrevista ao vivo na TV Globo, que vai declarar “guerra ao narcotráfico” a partir de janeiro do ano que vem, se for eleito, e que vai classificar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações narcoterroristas. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo depois do Jornal Nacional.
A fala veio em resposta a uma pergunta da jornalista sobre as Forças Armadas. Renata lembrou que, nos últimos quatro anos, os quartéis passaram por um processo de afastamento da política, depois do envolvimento de militares na tentativa de golpe, e perguntou se Flávio vai exigir dos próximos comandantes que endossem a visão dele sobre a transição de 2022 e o 8 de janeiro de 2023. O candidato chamou o caso de “farsa” e passou a falar do papel que pretende dar às Forças Armadas.
“No meu governo, Renata, as Forças Armadas vão tomar conta das fronteiras. Um dos meus primeiros atos como presidente da República vai ser juntar os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, os chefes das polícias estaduais. Vou fazer uma grande reunião pra gente iniciar. Vamos declarar guerra ao narcotráfico aqui no Brasil a partir de janeiro do ano que vem”, afirmou.
“Eu vou declarar Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações narcoterroristas, que é o que eles são”, disse Flávio. Segundo ele, o Porto de Santos, área da União, é o segundo maior porto exportador de cocaína do mundo, e por isso “a Marinha vai ter uma tropa de elite ali tomando conta do Porto de Santos pra combater o tráfico internacional de drogas”.
O candidato disse ainda que o Exército e a Força Aérea vão atuar na região amazônica e na fronteira com a Bolívia, e que o Brasil vai fazer parte do “escudo das Américas”, para troca de informações de inteligência no combate ao terrorismo na tríplice fronteira, na região de Foz do Iguaçu. Para Flávio, as Forças Armadas “foram completamente sucateadas durante o atual governo” e vão voltar a ser valorizadas, em parceria com as forças de segurança estaduais.
Mais adiante na entrevista, ao falar de armas e segurança pública, Flávio repetiu que vai tratar os chefes do Comando Vermelho, do PCC e das milícias como narcoterroristas. “Vão morrer presos na cadeia ou vão ser neutralizados pela polícia se enfrentarem”, afirmou.
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