O ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista, em São Paulo, acabou no domingo (11). O trabalho de limpar o que ficou para trás começou na manhã seguinte. Nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, garis da Prefeitura de São Paulo e funcionários do Metrô passaram a manhã apagando pichações e raspando adesivos nas entradas das estações. As imagens viralizaram nas redes sociais.
Os vídeos mostram um gari raspando do vidro um adesivo redondo com o número 13, o número de Lula na urna. Em outra cena, um trabalhador sobe em uma escada para esfregar a frase “Viva a Revolução”, pintada na entrada da estação Trianon-Masp, em frente ao prédio da Justiça Federal. Para alcançar o alto da cobertura, a equipe usou um caminhão com cesto elevado. Foi sobre a mesma estrutura que manifestantes subiram na tarde de domingo.
As imagens também registram uma foice e martelo pintados acima da placa da estação, manchas de tinta vermelha nos vidros e a frase “Palestina livre” em uma mureta da avenida. Um dos vídeos mais compartilhados foi publicado pela Revista Oeste.
Três caminhões e lava-jato na Trianon-Masp
Segundo o Poder360, em reportagem publicada nesta segunda-feira (12), a equipe do portal esteve no local por volta das 11h e encontrou trabalhadores nas duas entradas da Trianon-Masp. Em uma delas, um funcionário do Metrô raspava cartazes e outros materiais colados por manifestantes. Na outra, um veículo de limpeza usava jatos de água para remover as pichações. As entradas das estações Brigadeiro e Consolação já estavam limpas naquele horário.

A CNN Brasil, em transmissão feita da avenida, registrou três caminhões da prefeitura mobilizados no trecho da estação e funcionários usando lava-jato para tirar as marcas de pichação. A Paulista estava fechada para carros por causa do feriado, e pedestres pararam para acompanhar o serviço.
O que aconteceu no domingo
O ato de domingo foi de campanha pela reeleição do candidato do Partido dos Trabalhadores e ocupou sete quarteirões da avenida, ainda segundo o Poder360. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a dispersão teve “algumas ocorrências de tumulto, pichações e depredação em pontos da região”. A Polícia Militar informou que portas e grades de acesso da estação Consolação foram quebradas.
O Metrô informou no domingo que fechou temporariamente a Trianon-Masp por causa da lotação e que, até o início da noite, não tinha registro interno de vandalismo nas estações da Paulista, segundo o jornal O Tempo. Nesta segunda, a Secretaria da Segurança Pública informou que a companhia registra um boletim de ocorrência sobre os danos, de acordo com o Metrópoles. Os autores das pichações não foram identificados.
Enquanto a apuração não aponta responsáveis, a conta ficou com os trabalhadores que passaram a manhã do feriado de raspadeira, escova e lava-jato na mão.
Fontes: reportagem do Poder360, Revista Oeste, CNN Brasil, Metrópoles e O Tempo.
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