Dois dias depois de ser derrotada no Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) publicou nesta terça-feira (6) um vídeo para a militância com um aviso logo na abertura: “Não é hora de grandes análises ou busca de culpados”. A petista ficou em quarto lugar na disputa pelo Senado, com 1.542.636 votos (13,35%). As duas vagas do estado ficaram com Filipe Barros (PL), com 27,25%, e Deltan Dallagnol (Novo), com 25,14%. Alexandre Curi (Republicanos) terminou em terceiro, com 16,85%.
Dispensadas a análise e a procura por culpados, Gleisi passa às instruções para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. “Temos 20 dias pra trabalhar e fazer a disputa política”, diz. E avisa que não é para esperar ordem de cima: “Não vamos ficar esperando da campanha ou da coordenação da campanha as orientações. O pessoal está se reorganizando”.
A primeira tarefa, segundo ela, é “desmascarar esse Flávio Bolsonaro”. A segunda é uma resposta pronta para a rua e para o grupo da família: “Toda vez que chamarem Lula de ladrão, chama ele de bandido”. O assunto não é novo para a petista. Em setembro, ela chegou ao debate da Band em Curitiba sob coro de “Lula ladrão”.
A busca de culpados, descartada no começo do vídeo, reaparece cerca de um minuto depois e encontra a própria turma. “Falhamos em não fazer essa disputa política com mais intensidade e há mais tempo, mas vambora fazer agora”, afirma. A solução passa por redes sociais, WhatsApp, vídeos e “textinhos”, além de disputar espaço com bolsonaristas nos grupos de conhecidos e parentes.
No restante da gravação, de pouco menos de dois minutos e meio, Gleisi compara Flávio a Fernando Collor (“vende sonhos e vai entregar pesadelo”), diz que ele faria no Brasil o que Javier Milei faz na Argentina e oferece um argumento histórico para quem se disser de direita: “A direita governou esse país desde o reinado de Portugal por aqui, e o povo sempre sofreu”.
Ela encerra com a convocação de quem não foi votar no primeiro turno: “Outubro não acabou e eles não vão acabar com o nosso país”.
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