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Sem provas, Boulos acusa prefeitos de tirar ônibus de eleitores de Lula e pede a prisão de Ricardo Nunes

Ministro diz que falta ônibus “justamente onde o Lula teve mais voto” e que é “inconcebível” a frota reduzida em São Paulo sem ordem do prefeito; prefeitura diz que vai cumprir decisão da Justiça Eleitoral

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
Sem provas, Boulos acusa prefeitos de tirar ônibus de eleitores de Lula e pede a prisão de Ricardo Nunes
Foto: Reprodução
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acusou prefeitos aliados de Flávio Bolsonaro (PL) de tirar ônibus das ruas para impedir eleitores de Lula de votar no 2º turno, neste domingo (25), e pediu a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Para ligar Nunes ao caso, Boulos não apresentou documento nem ordem do prefeito. O argumento foi outro: “É inconcebível que isso teja acontecendo sem a determinação dele”.

O vídeo foi gravado no Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, e publicado no perfil do ministro por volta das 15h45. Pouco depois, já passava de 98 mil curtidas.

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A teoria do mapa

“Olha o desespero que chegou essa turma querendo impedir os eleitores do Lula de votar, tirando frota de ônibus das cidades que eles dirigem”, diz Boulos. Ele cita bairros da Zona Leste e da Zona Sul de São Paulo, Guarulhos, Salvador, Maceió, João Pessoa e Teresina e conclui: “Se você olhar o mapa, tá faltando ônibus justamente onde o Lula teve mais voto no primeiro turno, nas regiões mais lulistas”.

O ministro diz ter publicado o vídeo de uma garagem em Sapopemba com ônibus parados, “descumprindo uma decisão judicial”, e compara o caso à atuação da Polícia Rodoviária Federal no 2º turno de 2022. Ele também pede que o horário de votação seja estendido: “Não há outra alternativa senão estender o horário de votação”.

No fim, apoiadores gritam “rumo à vitória” ao fundo, e Boulos completa: “Vamo pra cima, vamo ganhar essa eleição, não vamo permitir que esses canalhas, esse jogo baixo, cretino dessa gente, né, altere o processo eleitoral”.

O que dizem as prefeituras

Em São Paulo, o juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral, mandou a prefeitura colocar nas ruas 100% da frota prevista para um dia útil, numa ação do PSOL, sob multa de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans. A campanha de Lula diz que só 60% dos ônibus circulavam e pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira. A prefeitura afirmou que vai cumprir a ordem, mesmo considerando a medida desnecessária, segundo o jornal O Tempo. Até a publicação desta reportagem, não havia decisão sobre os pedidos de prisão em São Paulo.

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Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) mandou prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e fixou multa de R$ 1 milhão por hora se a frota não fosse restabelecida, segundo o portal ND+. O prefeito Bruno Reis (União) negou que a prefeitura tenha agido para reduzir o transporte.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, admitiu dificuldades de transporte em alguns locais. “De fato, em alguns locais há dificuldade ainda de transportes, que está sendo corrigida”, disse o ministro, segundo o portal Brasil 247. Ele não apontou nenhum prefeito como responsável.

O Jornal Razão acompanha a apuração do 2º turno ao vivo em jornalrazao.com/eleicoes.

Fontes: jornal O Tempo, portal ND+ e portal Brasil 247.

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© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/sem-provas-boulos-prefeitos-onibus-eleitores-lula-prisao-ricardo-nunes

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