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Exame confirma hantavirose em jovem que morreu dois dias após dar entrada em posto de saúde, em Itajaí

Óbito do jovem de 28 anos ocorreu na terça-feira (15); exames negativos para dengue levaram à análise por PCR do Lacen, confirmando o primeiro caso da doença, que não era registrada desde 2007. Fotos: Ilustração IA / Secom Itajaí

Exame confirma hantavirose em jovem que morreu dois dias após dar entrada em posto de saúde, em Itajaí
Foto: Reprodução
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A confirmação laboratorial emitida pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) trouxe a resposta que as autoridades de saúde de Itajaí procuravam. O jovem de 28 anos, que faleceu no início da semana após uma evolução rápida de sintomas febris, teve a morte causada por hantavirose.

O diagnóstico, confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) e da Gerência de Controle de Zoonoses, põe fim às dúvidas que mobilizaram as equipes sanitárias do município.

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Relembre o caso

A trajetória do paciente começou no domingo (13), quando ele procurou atendimento na rede pública de saúde apresentando um quadro febril. Apenas dois dias depois, na terça-feira (15), o óbito foi confirmado. A gravidade e a rapidez com que a doença se instalou em um homem jovem e sem comorbidades prévias intrigaram os médicos.

Inicialmente, a principal hipótese trabalhada pela equipe de saúde foi a de dengue. No entanto, os testes rápidos para detecção de antígenos e anticorpos deram resultado negativo. Diante da dúvida e do histórico relatado de possível contato do paciente com urina de roedores antes do início dos sintomas, novas amostras de sangue foram coletadas e enviadas de urgência para Florianópolis. Enquanto investigavam a possibilidade de leptospirose, o laudo definitivo do Lacen confirmou o ataque pelo hantavírus.

Investigação e o alerta para a saúde pública

Com o laudo em mãos, as equipes de vigilância epidemiológica e ambiental de Itajaí iniciaram de forma imediata as apurações para mapear os passos do paciente. O objetivo central é identificar o local exato e a fonte de exposição ao vírus, avaliar se há outras pessoas em situação de risco na mesma área e aplicar as medidas necessárias de contenção e controle.

O caso acendeu um sinal de alerta na região, já que, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Itajaí não registrava um único diagnóstico de hantavirose desde 2007, segundo dados do SINAN Net. Embora a doença ocorra durante todo o ano em Santa Catarina, com maior frequência em regiões como o Alto Vale, Médio Vale do Itajaí e Oeste, a reaparição do vírus no município exige atenção redobrada de profissionais de saúde e da população.

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Entenda a doença, os sintomas e como se prevenir

A hantavirose é uma zoonose viral grave transmitida por roedores silvestres, que eliminam o vírus por meio da urina, fezes e saliva. A contaminação em humanos ocorre principalmente pela inalação de poeira e partículas suspensas no ar em locais fechados, sem ventilação ou com presença desses animais. No Brasil, a doença costuma se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), podendo provocar insuficiência respiratória severa e comprometimento cardiovascular em até 72 horas.

Os principais sinais de alerta incluem febre (geralmente acima de 38 °C), dores de cabeça e musculares, calafrios, fraqueza, enjoo, vômitos, diarreia, tosse e falta de ar. A suspeita ganha força se o paciente tiver frequentado ambientes de risco ou tido contato com roedores nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.

Por se tratar de uma doença de notificação compulsória imediata, qualquer caso suspeito deve ser informado à Vigilância Epidemiológica em até 24 horas. Para se proteger, a orientação é evitar o contato direto com excrementos de roedores, manter alimentos armazenados em recipientes fechados, não acumular entulhos no quintal e adotar cuidados extras com máscara e ventilação ao limpar galpões, depósitos e locais mantidos fechados por muito tempo.

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