O coronel Alexandre Lopes Dias, da Polícia Militar do Paraná, contou que o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) decidiu invadir a sala do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, quando os policiais ouviram o homem agredir as 13 crianças que ele mantinha reféns nesta sexta-feira (9). O invasor foi neutralizado e morreu no local. Todas as crianças, de 4 e 5 anos, foram resgatadas com vida.
“No momento em que nós percebemos ali que ele estava agredindo as crianças, as crianças chorando, pedindo pra ir ao banheiro, que já estava fazendo suas necessidades ali na roupinha delas”, relatou o coronel em entrevista à imprensa no local, exibida pela RIC Record. “Nós ouvíamos que ele estava agredindo as crianças.”
Segundo ele, o homem tinha uma faca e uma pistola, que depois a polícia identificou como simulacro, e segurava um isqueiro, ameaçando pôr fogo na sala. “O cheiro estava bem forte de produto inflamável”, disse. “Pra evitar um mal maior, e ele com a faca, estava com uma faca no momento, nós optamos então por entrar.”
Na entrada da equipe, de acordo com o coronel, o homem “tentou então investir pra tentar pegar uma criança”, e por isso houve a necessidade de neutralizá-lo. Durante as cerca de três horas de negociação, ele manteve todas as crianças em volta dele e uma no colo.
O coronel classificou o caso como “uma ocorrência de alta complexidade”. Depois da ação, as crianças foram levadas aos médicos e bombeiros que aguardavam do lado de fora. Uma delas saiu com um ferimento no rosto, que, segundo o coronel, foi causado pelo homem, e cinco foram encaminhadas para atendimento médico com autorização dos pais.
Era dia de festa antecipada do Dia das Crianças no CMEI, com fantasia e piquenique. Segundo a Tribuna do Paraná, o homem chegou de bicicleta, pulou a cerca da unidade e espalhou combustível pelo chão da sala. A maior parte dos alunos e funcionários conseguiu sair, mas uma turma ficou presa com ele.
O homem só foi identificado depois da neutralização. “Com a identificação dele, soubemos então que ele sofre de esquizofrenia”, afirmou o coronel. A identidade não foi divulgada, e a PM pediu cautela com informações que possam identificá-lo. Uma carta atribuída a ele foi recolhida pela polícia, mas o conteúdo não foi revelado, e a motivação ainda não foi esclarecida.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba agradeceu às forças de segurança e informou que a Secretaria Municipal da Educação acionou equipes de psicologia para atender as crianças, as famílias e os profissionais da unidade, com acompanhamento nos próximos dias.
Fonte: Tribuna do Paraná.
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