Um homem de 38 anos foi morto a tiros na noite desta quinta feira em Blumenau, no Vale do Itajaí, poucas horas após uma discussão envolvendo aluguel atrasado. O crime ocorreu em uma servidão no final da Rua Edmundo Goldacker, no bairro Fortaleza, e é tratado como homicídio doloso.
A vítima foi identificada pelo Jornal Razão como Joel Ramos de Morais, que morava em uma kitnet no local. Moradores relataram à Polícia Militar que ouviram uma discussão seguida de três disparos de arma de fogo. Quando os policiais chegaram, Joel foi encontrado caído no chão, ensanguentado e ainda com sinais vitais.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram acionadas e iniciaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas a vítima não resistiu e teve a morte confirmada no local.
Durante a análise inicial da cena, os policiais constataram dois ferimentos por arma de fogo, sendo um na região do ombro esquerdo e outro no abdômen. Ao lado do corpo, foi localizado um revólver calibre .38, com três cápsulas deflagradas. Também havia uma faca de cozinha sob a vítima, que foi apreendida para investigação.
Discussão por aluguel antecedeu o crime
Informações apuradas pela redação do Jornal Razão indicam que Joel e o proprietário da kitnet, Johannes Winter Neto, haviam se desentendido ao longo do dia por causa de valores de aluguel em atraso e supostas ameaças. Vizinhos confirmaram que uma discussão ocorreu horas antes dos disparos.
Após o crime, policiais foram até o apartamento de Johannes. No local, encontraram uma munição calibre .38 e um coldre de revólver. Na garagem do condomínio, os veículos utilizados por ele estavam estacionados, o que levantou a suspeita de que a fuga tenha ocorrido a pé.
Boletim de ocorrência horas antes do homicídio
Outro ponto que chamou a atenção foi a existência de um boletim de ocorrência registrado por Johannes na manhã do mesmo dia do crime, horas antes do homicídio.
No documento, ao qual o Jornal Razão teve acesso com exclusividade, Johannes relata que estaria sendo ameaçado de morte pelo inquilino há aproximadamente seis meses. No registro, ele afirma que Joel apresentava variações de humor muito intensas e levanta a possibilidade de que o inquilino pudesse ter algum transtorno mental, citando inclusive esquizofrenia como exemplo.
Ainda segundo o boletim, Johannes declarou que Joel teria problemas com álcool e que, após ingerir bebidas alcoólicas, ficaria completamente fora de controle. No relato, o comunicante afirma ainda possuir provas das ameaças e do comportamento descrito.
Investigação em andamento
A área foi isolada e os trabalhos passaram a ser conduzidos pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Científica, responsável pela perícia no local e pela análise técnica dos objetos apreendidos.
Todos os elementos recolhidos foram encaminhados para investigação. A Polícia Civil apura agora a dinâmica exata do crime, a autoria e de que forma o conflito entre proprietário e inquilino evoluiu para o homicídio.
O caso segue sob investigação e o suspeito é considerado foragido.