Procurada pela Justiça do Acre, a mulher conhecida como “Gueixa do Amor” foi localizada pela Guarda Municipal em Itajaí (SC). Ela é Rugliane Silva e Silva, que já tinha sido presa em 2023 em Rio Branco com uma arma na cintura, dentro de um carro de aplicativo.
Um vídeo gravado durante a abordagem mostra a mulher, de casaco cinza de tricô, calça escura e chinelos, ao lado da viatura da Guarda Municipal, estacionada junto a uma UPA 24h da cidade. Antes de entrar no compartimento de presos, ela ouve de um dos guardas: “Você tem alguma coisa no teu bolso, alguma coisa aí contigo?”. A resposta vem na hora: “Nada, nada, nada”.
Em seguida, ela entra no porta-malas adaptado da viatura e se senta encolhida no fundo, com as mãos juntas e o olhar baixo. Um dos guardas ainda confere o casaco dela ali mesmo, antes do encaminhamento.
A mudança no visual chama atenção. Nas imagens da prisão de 2023, ela aparecia loira, de top amarelo, sentada na carroceria de uma viatura da Polícia Militar do Acre ao lado dos outros presos. Agora, surge de cabelo escuro, preso para trás.
O histórico que pesa contra ela vem de junho de 2023. Uma equipe da ROTAM, o grupo de rondas táticas da Polícia Militar do Acre, desconfiou dos passageiros de um carro de aplicativo que seguia pela Estrada Dias Martins, perto do Colégio Armando Nogueira, em Rio Branco.
Na abordagem, os policiais encontraram uma arma na cintura de Rugliane, que na época tinha 29 anos. No carro também estavam Geilson Cunha de Almeida, de 30 anos, Kauã Pinheiro Zimermmann, de 19, e Marlian Queiroz da Silva, de 18. Os quatro foram presos em flagrante e levados à Delegacia de Flagrantes (Defla) da capital acreana.
A prisão aconteceu em meio a uma onda de ataques, assaltos e até latrocínio contra motoristas de aplicativo em Rio Branco, o que tinha levado a Polícia Militar a reforçar a vigilância sobre esse tipo de corrida, segundo a imprensa local na época.
Três anos depois, a mulher que foi pega armada num carro de aplicativo no Norte do país reapareceu no litoral catarinense, ainda na mira da Justiça do Acre.
Não foi informado qual processo motivou a ordem contra ela, nem se haverá transferência para o Acre.















