Jovem em condição de escravidão é resgatado em propriedade de idoso de 70 anos
Nesta segunda-feira (13), um jovem de 25 anos foi resgatado pela Polícia Civil em uma propriedade no interior do município de Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina. Segundo as autoridades, o rapaz estava vivendo em situação de escravidão na propriedade, onde foi trazido do estado do Pará para trabalhar em uma plantação de eucaliptos.
Por Equipe Jornal Razão·14 fev 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Nesta segunda-feira (13), um jovem de 25 anos foi resgatado pela Polícia Civil em uma propriedade no interior do município de Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina.
Segundo as autoridades, o rapaz estava vivendo em situação de escravidão na propriedade, onde foi trazido do estado do Pará para trabalhar em uma plantação de eucaliptos.
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O proprietário do local, um idoso de 70 anos, foi preso em flagrante pelo crime de redução de pessoa à condição análoga a de escravo.
A vítima foi trazida para Santa Catarina para trabalhar na plantação, mas acabou alojada em um barracão de madeira sem vedação, sem banheiro, sem condições de higiene pessoal e sem utensílios básicos.
Além disso, não havia energia elétrica e água potável no local, obrigando o jovem a se deslocar até outro ponto da fazenda para beber água em uma “bica” ligada a uma nascente.
O jovem foi obrigado a trabalhar sem descanso, todos os dias, de manhã até a noite, para pagar uma suposta dívida pela “hospedagem” na propriedade.
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Ao longo de várias semanas de trabalho, ele recebeu pouco mais de R$ 200 como pagamento, embora a promessa inicial fosse de aproximadamente R$ 6 mil pela empreitada de plantio de milhares de mudas de eucalipto.
As autoridades chegaram até o local após informações encaminhadas pela Secretaria de Assistência Social do município.
O jovem foi resgatado e encaminhado para atendimento médico e assistência social. O dono da propriedade foi preso em flagrante e encaminhado à unidade prisional de Maravilha, onde ficará à disposição da Justiça.
O caso reforça a importância da fiscalização e combate ao trabalho escravo no país, que ainda é uma realidade para muitas pessoas em diversas regiões.
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As autoridades pedem para que a população fique atenta e denuncie casos suspeitos de trabalho escravo ou exploração de trabalho humano.