O piloto de um helicóptero que seguia para Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, preferiu não continuar a viagem quando o tempo fechou e pousou no meio de uma lavoura em Mangueirinha (PR), no sábado (10). Cerca de dez minutos depois de a aeronave tocar o solo, uma forte tempestade atingiu a região.
O pouso foi registrado por um morador, que gravou o helicóptero parado no campo e a conversa com os ocupantes. As imagens circularam nas redes sociais neste domingo (11), e o Jornal Razão apurou os detalhes do caso. As informações sobre o pouso são do relato do morador, divulgado pelo perfil Chumbinho Aviação nas Nuvens, especializado em aviação, que resumiu o caso com a frase “Segurança em primeiro lugar”.
Segundo o relato, o morador estava em casa quando percebeu um ruído diferente de motor e rotor e viu a aeronave desviar para uma área de plantação, perto das margens do Rio Iguaçu. “Pousou aqui no lado da casa”, diz um dos homens no vídeo. Em seguida, o grupo decide ir até o local: “Vamos lá pra ver o que que é”.
Ao chegar, o morador conversou com o comandante. O piloto contou que enfrentou uma piora rápida e severa do tempo, com chuva, neblina e nevoeiro denso. Com a visibilidade degradada, optou por um pouso técnico de precaução, ou seja, desceu antes do destino por cautela.

As imagens mostram o helicóptero pousado em terreno aberto, com o rotor parado, um dos ocupantes do lado de fora e outro na cabine, conversando com os moradores. O relato divulgado não cita falha na aeronave, feridos ou danos.
A tempestade veio logo depois. De acordo com o perfil, cerca de dez minutos após o pouso uma forte tempestade atingiu a região. No vídeo, um dos moradores comenta o clima: “O tempo tá meio feio”.
O helicóptero ficou em solo por aproximadamente duas horas, à espera de melhora no teto e na visibilidade. Depois, decolou em segurança e seguiu viagem até Chapecó.
A aeronave é um Esquilo, modelo AS 350 B2, de matrícula PT-HYQ. No Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero aparece como fabricado em 1993, com seis assentos e um motor, operado pela empresa DS Air Táxi Aéreo e com situação de aeronavegabilidade normal.
O registro autoriza a operação em voo visual, modalidade em que o piloto se orienta pelo que enxerga do lado de fora. Com chuva e neblina, esse tipo de voo fica comprometido.
© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/piloto-prefere-esperar-helicoptero-chapeco-pouso-lavoura-tempestadee















