Solto após matar motoboy: motorista supostamente embriagado revolta população em SC
Comunidade questiona decisão da PM em caso de atropelamento fatal com suspeita de álcool
Por Equipe Jornal Razão·1 nov 2024·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Na cidade de Barra Velha, em Santa Catarina, o atropelamento do motoboy Jonatan Dutra Marquardt, de 19 anos, na noite de terça-feira, 29, tem causado indignação entre moradores. O jovem foi atingido por um carro que teria invadido a pista contrária, e o motorista envolvido no acidente foi liberado pela Polícia Militar, decisão que gerou críticas da comunidade. Segundo testemunhas, o condutor, que se recusou a realizar o teste do bafômetro, apresentava forte odor de álcool, mas não foi detido pela PM.
A empresária Naiara Zaneti, uma das testemunhas que presenciaram o acidente, relatou que o impacto ocorreu por volta das 22h45, na Avenida Governador Celso Ramos. Zaneti estava no local com o marido e afirmou que ele ajudou nos primeiros socorros, ao lado de outras pessoas, incluindo um bombeiro de folga que também prestou assistência. De acordo com ela, a Polícia Militar foi acionada logo após o acidente e liberou o motorista sem conduzi-lo à delegacia para prestar esclarecimentos.
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Testemunhas afirmam que o carro que atropelou Jonatan é um Gol com placas de Joinville, cuja documentação estaria vencida desde 2021. A Central dos Bombeiros foi acionada às 22h41, e quando a equipe chegou, o jovem estava consciente, mas desorientado, com sinais de Traumatismo Crânio-Encefálico e outras lesões graves. Após ser encaminhado ao hospital, ele não resistiu aos ferimentos.
Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento do impacto, mostrando o motoboy sendo lançado sobre o capô do veículo e caindo na pista. A polícia apreendeu o veículo e o encaminhou ao pátio devido à documentação atrasada. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do acidente.
Em outra ocasião, a empresária Zaneti relatou um incidente semelhante ocorrido em maio, quando seu carro foi atingido por um motorista embriagado que fugiu do local. Segundo ela, o caso reflete a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir o consumo de álcool ao volante, e pede ações preventivas por parte da polícia, como blitz para fiscalização.