Três homens tentaram levar uma adolescente autista em um ônibus do Terminal Urbano de Brusque, no Vale do Itajaí, e só foram barrados porque o vigilante do terminal desconfiou do que estava vendo. Um deles acabou contido por seguranças e pessoas que estavam no local. Os outros dois fugiram.
O grupo tinha acabado de embarcar em um ônibus com destino ao bairro Bateas. O vigilante percebeu que a jovem estava visivelmente alterada e em situação de vulnerabilidade ao lado dos três homens e mandou todos descerem do coletivo.
Fora do ônibus, a adolescente contou ao vigilante que um dos homens tinha passado a mão nas partes íntimas dela. De acordo com relatos do local, o trio teria dopado a jovem para levá-la dali.
O vigilante tentou segurar os três até a chegada da Polícia Militar, mas dois escaparam: um vestia camiseta azul e o outro, camiseta cinza. O terceiro foi seguro com a ajuda de frequentadores do terminal e de seguranças.
A confusão foi parar na calçada em frente à loja Embrulhe Festas, na Rua Prefeito Germano Schaeffer, no Centro. Segundo quem acompanhou a cena, o homem ainda tentou arrastar a adolescente e partiu para a luta corporal com as pessoas que tentavam contê-lo.
Já no fim da confusão, um policial penal de folga que passava em frente à loja viu a briga, foi informado da gravidade da situação e sacou a arma. O homem se rendeu.
O suspeito contido é Arthur Vinicius Bartnikowski, de 27 anos, natural de Itajaí. A PMSC assumiu a ocorrência, e a adolescente foi levada para atendimento em uma unidade de saúde.
A adolescente contou que passou a noite anterior com os três homens, bebendo e usando drogas com eles, e apontou Arthur como autor do abuso.
Arthur negou. Disse que encontrou a jovem com os outros dois no Camelódromo, ao lado da Praça da Cidadania, e que o grupo tinha combinado de ir à Cachoeira da Buettner. Afirmou que conhecia os dois do tempo em que ficou no albergue municipal de Brusque e os identificou apenas como Mateus e um homem conhecido como Alemão.
Segundo ele, não fez nada contra a adolescente nem viu ninguém fazer, e foram os outros dois que disseram ter passado a noite com ela. Ele atribuiu os ferimentos que tinha no corpo às pessoas que o seguraram no terminal.
O caso é tratado como estupro de vulnerável. Arthur foi levado à Polícia Civil, e a PMSC segue nas buscas pelos dois homens que fugiram do terminal.















