Balneário Camboriú terá 54 escalas de navios durante a Temporada de Cruzeiros 2026/2027. A programação foi discutida nesta quarta-feira (23), durante uma reunião de pré-temporada no Atracadouro Barra Sul, com representantes do setor turístico, órgãos públicos, forças de segurança e instituições envolvidas na operação.
Das 54 escalas previstas, 52 integram a programação apresentada pela Cruise Lines International Association (CLIA) Brasil. Outras duas correspondem a operações que não estão vinculadas à entidade.
De acordo com a CLIA Brasil, o calendário acompanhado pela associação começa em 29 de outubro de 2026 e segue até 4 de abril de 2027. Cinco navios, pertencentes a quatro companhias, estão previstos para passar pela cidade. Serão 51 escalas de cabotagem e uma de longo curso.
Considerando apenas essas 52 escalas, a projeção é de 193.124 leitos e 58.923 tripulantes, o que representa cerca de 252 mil movimentações ao longo da temporada.
Na programação de cabotagem apresentada pela CLIA, Balneário Camboriú aparece como a quinta cidade brasileira com maior número de escalas previstas, com 51. Santos, Búzios, Rio de Janeiro e Ilhabela aparecem à frente no calendário da entidade.
A reunião também serviu para definir estratégias para os períodos de maior fluxo de passageiros. Foram discutidas questões relacionadas à mobilidade, segurança, fiscalização, receptivo turístico, circulação de informações entre os órgãos e operações com mais de um navio no mesmo dia.
Segundo o diretor-geral da Secretaria de Turismo, Laurindo Ramos, o planejamento envolve ações que começam antes da chegada dos navios e incluem a promoção do destino, capacitação dos profissionais e levantamento de dados sobre a movimentação turística.
“Não se trata apenas de receber o navio quando ele chega à cidade. Estamos trabalhando a promoção do destino, a qualificação das pessoas que recebem esses visitantes, o receptivo turístico, a articulação com o Atracadouro, a CLIA e os demais órgãos”, afirmou.
Embarque e desembarque de passageiros
Uma das mudanças previstas para a temporada está nas operações de embarque e desembarque diretamente em Balneário Camboriú. Segundo o Atracadouro Barra Sul, serão 13 operações desse tipo, com aproximadamente 500 passageiros em cada uma.
A expectativa do setor é que esse tipo de operação também estimule a permanência dos turistas na cidade antes ou depois das viagens. O presidente da CLIA Brasil afirmou que a possibilidade pode abrir espaço para que outras companhias avaliem Balneário Camboriú como ponto de embarque e desembarque.
“O passageiro que embarca aqui pode chegar antes, se hospedar, desfrutar da cidade e também permanecer depois que retorna do cruzeiro”, disse.
O gerente comercial do Atracadouro Barra Sul, Gustavo Bauer, afirmou que a reunião antecipada busca organizar a atuação conjunta dos órgãos públicos, autoridades, empresas e demais instituições envolvidas.
A Secretaria de Turismo deverá atuar no receptivo e na prestação de informações aos passageiros, com integração ao Posto de Informações Turísticas (PIT). A preparação inclui ainda a capacitação “Sou Balneário Camboriú – Hospitalidade”, realizada em 2026 para profissionais que trabalham diretamente no atendimento aos visitantes.
Outra medida prevista é a ampliação do registro de informações sobre as operações. A proposta é reunir, ao final da temporada, dados sobre o número previsto e efetivamente registrado de visitantes, fluxo turístico e ocorrências durante as escalas.
Janeiro terá dia com dois navios e mais de 11 mil pessoas a bordo
Das 52 escalas acompanhadas pela CLIA Brasil, as operações serão distribuídas por 48 dias. Em quatro datas, dois navios estarão simultaneamente na cidade.
A maior movimentação está prevista para 25 de janeiro de 2027, quando Costa Serena e MSC Seaview deverão estar fundeados em Balneário Camboriú. Considerando a capacidade máxima das embarcações e as respectivas tripulações, a projeção chega a 11.502 pessoas a bordo.
O período de dezembro a março concentrará 48 das 52 escalas incluídas na programação da CLIA. Dezembro, sozinho, terá 14 escalas e aproximadamente 69 mil movimentações projetadas.
Dados de estudo da FGV Projetos e da CLIA Brasil sobre a temporada 2025/2026 apontam impacto econômico médio de R$ 800,98 por cruzeirista nas cidades onde os navios fazem escala. Na pesquisa nacional, 71,6% dos entrevistados afirmaram ter gasto com passeios turísticos e 55,6% disseram ter realizado compras no comércio local.















