O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, poderá ganhar uma pista maior, um novo terminal de passageiros e novas estruturas para aeronaves. O projeto de modernização foi elaborado para atender a uma demanda estimada de 933 mil passageiros por ano até 2045 e permitir a operação de aviões maiores, como o Airbus A321.
A proposta foi discutida nesta quarta-feira (23), durante uma reunião entre representantes da Prefeitura de Chapecó, técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos e a equipe do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC). Nesta etapa, foi definida uma alternativa que reduz a área necessária para desapropriações sem retirar as principais intervenções previstas.
Uma das mudanças previstas é a ampliação da pista de pousos e decolagens. Atualmente, ela tem cerca de 2.060 metros e, pelo projeto, deverá chegar a 2.200 metros. A alteração busca aumentar a capacidade operacional e permitir que aeronaves de maior porte utilizem o aeroporto.
O planejamento também prevê a construção de um novo terminal de passageiros com 8 mil metros quadrados. Além disso, estão previstas novas posições no pátio para a aviação comercial e geral, um edifício-garagem com 754 vagas e um estacionamento próximo ao terminal com outras 97 vagas.
O projeto inclui ainda um condomínio de hangares, áreas destinadas à aviação geral, uma nova estrutura de combate a incêndio, central de utilidades, espaço para resíduos e um novo acesso viário ao aeroporto.
A ampliação acompanha o crescimento da movimentação no terminal. Em 2025, o Aeroporto de Chapecó recebeu aproximadamente 648 mil passageiros, maior número já registrado em um único ano. O resultado representou crescimento de 4,7% na comparação com 2024, quando 618,7 mil passageiros passaram pelo local. Ao longo de 2025, também foram registrados 5.316 pousos e decolagens comerciais.
Projeto reduz área de desapropriações
A atualização apresentada nesta semana também altera a quantidade de terrenos que precisariam ser desapropriados para viabilizar a expansão.
Na proposta inicial, o limite patrimonial previsto chegava a 1,458 milhão de metros quadrados, dos quais aproximadamente 775 mil metros quadrados precisariam ser desapropriados. Com a alternativa escolhida, o limite passa para cerca de 1,226 milhão de metros quadrados e a área de desapropriação cai para aproximadamente 505 mil metros quadrados.
São cerca de 270 mil metros quadrados a menos. Segundo a Prefeitura, a revisão poderá reduzir em aproximadamente R$ 55 milhões os gastos previstos com as desapropriações, diminuindo também o impacto da expansão sobre propriedades localizadas no entorno do aeroporto.
Apesar da definição dessa alternativa, as obras ainda não têm início imediato. O avanço para o projeto básico e a elaboração de um cronograma dependem de etapas como licenciamento ambiental, levantamentos topográficos e estudos geotécnicos. Também são analisadas condições do relevo e obstáculos existentes no entorno, que podem interferir nos procedimentos de pouso e decolagem.
O Aeroporto de Chapecó já passou por outra etapa de ampliação nos últimos anos. Em 2023, foram concluídas obras que aumentaram o terminal de passageiros de 1.896 para 2.800 metros quadrados, após investimentos superiores a R$ 40 milhões realizados pela concessionária Voe Xap.
O novo planejamento faz parte de uma discussão mais ampla sobre a infraestrutura aeroportuária de Chapecó. O município também foi incluído em uma carteira de investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos voltada aos aeroportos regionais. Entre as medidas anunciadas anteriormente estava a elaboração do projeto para a modernização do aeroporto, estimada em R$ 3 milhões.















