Se Flávio Bolsonaro (PL) vencer o 2º turno da eleição presidencial neste domingo (25), Rosângela Lula da Silva, a Janja, deixa de ser primeira-dama do Brasil. Quem assume o posto é Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, que esteve ao lado dele na votação desta manhã, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Quem é Janja
Janja tem 60 anos, é socióloga e nasceu em União da Vitória (PR). Ela se filiou ao PT aos 17 anos e trabalhou por cerca de 15 anos na Itaipu Binacional.
O namoro com Lula veio a público em maio de 2019, quando o petista estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Janja recebeu Lula na saída da prisão, em novembro daquele ano, e os dois se casaram em 18 de maio de 2022, em São Paulo. Ela é primeira-dama desde janeiro de 2023.





Quem é Fernanda
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro é cirurgiã-dentista, especializada em ortodontia, casada com Flávio desde 2010 e mãe de duas filhas do casal. Discreta até este ano, ela estreou no palanque na convenção do PL que oficializou a candidatura do marido, em julho, quando disse a ele: “Temos orgulho do homem de Deus que você se tornou”.
O luxo do Alvorada
Em janeiro de 2023, Janja abriu o Palácio da Alvorada às câmeras e mostrou infiltrações, vidros quebrados, tapetes furados e sofás rasgados. Lula disse que os Bolsonaro tinham levado móveis da residência oficial, e o inventário da transição listou 261 itens como desaparecidos.
A falta dos móveis foi uma das razões dadas pelo governo para gastar R$ 196,7 mil em 5 móveis e 1 colchão para o quarto do casal, segundo o Poder360. Em março de 2024, a Presidência informou que os 261 itens foram encontrados em dependências do Alvorada e em depósitos. Em setembro de 2024, a 17ª Vara Federal do DF condenou o governo a pagar R$ 15 mil por danos morais a Jair e Michelle Bolsonaro pela fala de Lula sobre os móveis.
O sigilo do cartão corporativo
De janeiro de 2023 a agosto de 2026, a Presidência gastou R$ 84,5 milhões no cartão corporativo, e R$ 83,4 milhões, ou 98,6% do total, estão em sigilo, sem fornecedor nem descrição da compra, segundo dados do Portal da Transparência levantados pela Gazeta do Povo. Foram R$ 24,3 milhões em 2023, R$ 26,6 milhões em 2024, R$ 23,1 milhões em 2025 e R$ 10,5 milhões até agosto deste ano.
O governo diz que o sigilo protege a segurança do presidente e da família. Uma auditoria do TCU apontou que 99,55% das despesas feitas entre janeiro de 2023 e abril de 2025 foram classificadas como sigilosas e que, muitas vezes, não é possível saber o que foi comprado nem ver as notas fiscais.
Ainda segundo a Gazeta do Povo, o governo negou mais de 22 mil pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação desde 2023. Sobre a primeira-dama, o Planalto alega proteção de dados pessoais para negar informações sobre a agenda e os gastos dela. Em maio de 2026, a Câmara aprovou um projeto dos deputados Gustavo Gayer e Marcel van Hattem que acaba com o sigilo de diárias, passagens e cartão corporativo do presidente, do vice e de cônjuges e filhos. O texto seguiu para o Senado.
As urnas fecham às 17h, no horário de Brasília. O Jornal Razão acompanha a apuração em tempo real em jornalrazao.com/eleicoes.
Fontes: levantamento da Gazeta do Povo e Poder360.
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