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Eleições 2026

Após anunciar mais de R$ 20 bi em benefícios em uma semana, Lula empata com Flávio, diz PoderData

Na semana, governo zerou imposto da gasolina, anunciou perdão de dívidas de MEIs e prometeu Pé-de-Meia a universitários; segundo turno é no dia 25

Após anunciar mais de R$ 20 bi em benefícios em uma semana, Lula empata com Flávio, diz PoderData
Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados com 50% dos votos válidos cada na disputa do segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Poder360. O empate aparece depois de uma semana em que o governo anunciou mais de R$ 20 bilhões em benefícios, entre corte de imposto da gasolina, perdão de dívidas de microempreendedores e a promessa de uma bolsa para universitários.

É o terceiro levantamento do instituto depois do primeiro turno. Na rodada divulgada em 8 de outubro, com entrevistas feitas de 5 a 7, Flávio tinha 53% e Lula 47%. Na de 13 de outubro, com entrevistas de 10 a 12, a diferença caiu para 51% a 49%. Agora, com entrevistas de 13 a 15 de outubro, chegou a zero.

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Na véspera do primeiro turno, o PoderData já mostrava os dois empatados na simulação de segundo turno. Nas urnas, no dia 4, Flávio terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Na semana seguinte, o senador abriu seis pontos na pesquisa.

Os anúncios começaram cinco dias depois da votação. No dia 9, o governo publicou o Decreto 13.134, que zerou o PIS/Cofins e a Cide sobre a gasolina por 30 dias, de 10 de outubro a 9 de novembro, e somou mais R$ 1,40 por litro à subvenção do diesel importado. O pacote dos combustíveis tem custo estimado em cerca de R$ 5,2 bilhões em 30 dias. O governo diz que vai compensar o gasto com receitas extraordinárias do petróleo.

Na terça-feira (13), Lula lançou o Prospera MEI. O pacote prevê o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de microempreendedores individuais inscritos na dívida ativa da União, um repasse de até R$ 5 mil sem devolução para investir no negócio, o aumento do teto de faturamento da categoria e a compra de dívidas bancárias dos MEIs. A Câmara aprovou o texto na quarta-feira (14). Ainda faltam o Senado e a sanção, e o perdão só vale a partir de 2027.

No mesmo dia, Lula prometeu criar, se for reeleito, um Pé-de-Meia para universitários: R$ 700 por mês durante dez meses do ano e mais R$ 2,5 mil ao fim de cada ano de curso, para alunos de universidades públicas e do Prouni. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, estimou o custo em R$ 4,6 bilhões por ano, com dinheiro do Fundo Social do pré-sal.

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Somados, os três anúncios passam de R$ 22 bilhões. Em levantamento publicado nesta semana, o Poder360 calculou que as medidas do governo em 2026 chegam a R$ 248,7 bilhões, de 1º de janeiro a 13 de outubro, sem contar gastos regulares como Bolsa Família, Plano Safra e Minha Casa, Minha Vida.

Na quinta-feira (15), último dia das entrevistas, Lula anunciou ainda uma PEC para garantir passe livre no transporte coletivo aos fins de semana em todas as cidades do país. O presidente disse que o dinheiro sairá de emendas parlamentares, mas não informou quanto a medida vai custar nem quando começaria a valer. Na véspera, o Senado tinha aprovado a PEC que acaba com a escala 6×1, uma das bandeiras da campanha de Lula.

Em dezembro de 2022, depois da eleição, a coligação de Lula pediu ao TSE que Jair Bolsonaro ficasse inelegível, segundo a agência Reuters. A ação acusava o então presidente de conceder benefícios financeiros ilegais durante a campanha, como a antecipação do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás, para ganhar votos.

Em maio deste ano, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) negou que Lula faria um pacote de bondades na eleição. “Não fez e não vai fazer, porque não acredita nisso”, disse Haddad em evento do Instituto FHC, segundo o Estadão Conteúdo. Na ocasião, ele afirmou que as políticas do governo são estruturantes.

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A mesma pesquisa PoderData mostra que 51% dos eleitores apontam Flávio como o candidato com mais chance de vencer, contra 42% que apostam em Lula. A rejeição de Lula está em 46%, a mesma desde o primeiro turno. A de Flávio passou de 44% para 45% em três dias. Entre as mulheres, Lula tem 55% e Flávio 39%. No Sul, o senador chega a 57%. No Centro-Oeste, a 54%. O trabalho do presidente é aprovado por 46% e desaprovado por 47%.

A pesquisa foi feita pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah. Foram 3.000 entrevistas por telefone, com ligações automáticas para celulares e fixos, em 644 municípios das 27 unidades da Federação, de 13 a 15 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04258/2026. O segundo turno é no domingo, 25 de outubro.

Fontes: pesquisa PoderData/Aya, do Poder360, levantamento do Poder360 sobre as medidas do governo, Estadão Conteúdo, via Money Times e Reuters, via Money Times.

Leia também: Flávio Bolsonaro abre 6 pontos sobre Lula na primeira pesquisa PoderData do 2º turno: 53% a 47%

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Leia também: ‘Pacote de bondades’: a 10 dias do segundo turno, Lula anuncia PEC do passe livre nos fins de semana

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/lula-empata-com-flavio-poderdata-apos-r-20-bi-em-beneficios

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