O presidente Lula (PT) explicou, em entrevista ao SBT Brasil exibida nesta segunda-feira (19), por que medidas como o aumento do Bolsa Família, o perdão das dívidas dos MEIs e a PEC da tarifa zero no transporte só foram votadas agora, a poucos dias da eleição. “Eu queria que colocasse antes do primeiro turno. Não foi possível, colocou agora”, disse.
A pergunta lembrou que a oposição acusa o governo de estelionato eleitoral por anunciar as medidas em plena campanha. “Se são medidas tão importantes pro senhor e pro governo do senhor, por que que elas ficaram pra última hora?”, questionou a jornalista. “Não é tão importante pra mim, é importante pro Brasil”, respondeu Lula.
Sobre os MEIs, o presidente disse que o teto de faturamento vai subir e chegar a R$ 140 mil em 2028. “Se a gente pode fazer isso, a gente tem eleições, a gente tem o final do ano, tem dois anos pela frente. Eu não vou deixar de dar um benefício que eu posso dar porque tem eleição”, afirmou.
Questionado se fez em duas semanas mais do que em quatro anos de governo, Lula disse que “esses projetos não entraram ontem” e que o governo conseguiu colocar as propostas em votação com a participação dos presidentes da Câmara e do Senado. “É importante colocar agora, porque, independente do resultado eleitoral, o benefício vai continuar pro povo brasileiro”, completou.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) é no domingo (25).
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