Uma professora temporária de um Centro de Educação Infantil (CEI) da rede municipal de Blumenau estava afastada por atestado médico quando participou do protesto pela reeleição de Lula (PT), na terça-feira (13), no Centro da cidade. Nesta segunda-feira (19), o prefeito Egidio Ferrari (PL) anunciou que o contrato dela não será renovado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito afirma que a professora aparece nas imagens do ato estendendo a bandeira dos Estados Unidos no chão. Em seguida, segundo ele, um mascarado põe fogo na bandeira. “Nesse momento, nessa manifestação da esquerda, ela já estava de atestado médico”, disse Egidio.
O caso foi revelado pelo portal Mesorregional, em reportagem publicada nesta segunda-feira (19). Ao portal, a Prefeitura de Blumenau confirmou que a servidora está afastada mediante atestado médico e informou que ela passou por perícia do INSS. A Prefeitura disse que não poderia dar outros detalhes por causa das restrições legais sobre informações pessoais e de saúde.
Contrato vence em novembro
A professora foi admitida em caráter temporário (ACT). Segundo o prefeito, o contrato dela vence no início de novembro e ele já determinou que não seja renovado. “Agora, além de afastada, ela tá demitida, porque não vai voltar a trabalhar em escola, em CEI, na rede pública municipal”, disse Egidio.
“Enquanto prefeito de Blumenau e pai, eu não admito esse tipo de profissional na sala de aula”, afirmou. “Essa mulher que se diz professora não volta mais pra sala de aula aqui em Blumenau.”
Egidio disse que a decisão não tem relação com a posição política da professora. “Se ela é esquerda, se ela faz o L, o problema é só dela. O que eu não admito é esse tipo de perfil. Uma profissional que comete baderna enquanto está inclusive de atestado pra tratamento de saúde”, declarou.
O que diz a professora
A professora não teve o nome divulgado. Ainda segundo a reportagem do Mesorregional, ela foi identificada entre as pessoas envolvidas na preparação do ato com a bandeira e publicou a própria participação nas redes sociais.
Ao Mesorregional, a professora disse que o afastamento tem relação com um quadro de ansiedade e crises de pânico. Ela também afirmou que sofre perseguição e assédio moral desde que presenciou um caso de racismo em um CEI, quando a Polícia Militar foi chamada. A professora pediu que as dúvidas sobre o caso fossem encaminhadas ao advogado dela.
A bandeira queimada
O protesto começou por volta das 17h30 na Praça dos Remadores e seguiu pela Rua XV de Novembro até a Prefeitura. No meio da rua, a bandeira dos Estados Unidos foi estendida no chão e queimada. Uma pessoa vestida de preto, com o rosto coberto e um símbolo antifascista na mochila, aparece agachada ao lado da bandeira quando o fogo começa. Em volta, os manifestantes filmam, gritam e aplaudem.
Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno da eleição presidencial no domingo (25).
Fonte: reportagem do portal Mesorregional.
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