Acusado de tentar matar ex-companheira com facadas é condenado a 10 anos
Eles discutiram em um bar, onde o homem foi expulso por estar agressivo. Quando ela voltou para casa, levou vários golpes de faca em várias regiões do corpo.
Por Equipe Jornal Razão·24 jun 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Em 5 de maio de 2022, no bairro Santa Rita, em Brusque, um crime de tentativa de feminicídio qualificado chocou a comunidade local. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acusou o réu, que compartilhava uma residência com a vítima há quatro anos, de agir com motivo fútil, surpresa, traição ou emboscada. Agora, o homem foi condenado a dez anos e oito meses de reclusão pela justiça, em uma decisão tomada nesta sexta-feira (23).
Segundo o MPSC, o ataque brutal aconteceu após o casal ter passado por um desentendimento dois dias antes do crime. Apesar de terem sido conduzidos à Delegacia de Polícia, a vítima não quis levar o caso adiante nem requerer medida protetiva. Os dois foram liberados e estavam em processo de reconciliação.
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No dia do crime, os dois foram a um bar, onde se desentenderam novamente devido à embriaguez do homem e a ciúmes. Expulso do estabelecimento após se tornar agressivo, o indivíduo retornou para o apartamento. A vítima, que permaneceu por algum tempo no estabelecimento, decidiu voltar para casa mais tarde, onde foi emboscada pelo parceiro. Ao entrar no apartamento, ele a agarrou por trás e a atacou com uma faca, golpeando-a na cabeça, pescoço e braços.
A vítima conseguiu escapar e buscar ajuda de uma vizinha, que as abrigou em seu apartamento. Entretanto, o agressor continuou perseguindo-as e conseguiu alcançar a vítima, desferindo mais golpes de faca. O ato violento só terminou quando outra moradora do prédio conseguiu abrigar a vítima em seu apartamento.
O juízo decretou o réu preso preventivamente desde a data do crime, na Unidade Prisional Avançada de Brusque, e a cumprir sua pena em regime inicial fechado. A negação do direito de responder em liberdade ressalta a gravidade do crime.
O Promotor de Justiça Odair Tramontin, que atuou no caso, vê a condenação como um sinal importante para a sociedade brasileira, e em especial, a catarinense, diante da grave questão de violência contra a mulher. “Eu estou muito satisfeito porque o Conselho de Sentença de Brusque, ou seja, a sociedade do município, tem pensamento coincidente com aquilo que pensa e defende o Ministério Público”, destaca Tramontin.