Na Rua Hermann Tribess, no bairro Tribess, em Blumenau, a rotina de um condomínio residencial foi interrompida por um grave episódio de importunação sexual envolvendo uma criança de apenas 11 anos. A Polícia Militar foi acionada via COPOM após a mãe da menina recorrer ao número 190 ao perceber o estado de choque e desespero da filha.
Tudo começou quando a menina, saiu do apartamento 11, no Bloco A do Condomínio Novo Lar, com a simples intenção de pedir um pote emprestado para uma vizinha. Pouco tempo depois, a garota retornou para casa chorando compulsivamente e disse: disse: “mãe, sabe aquele velho louco? Passou a mão na minha bunda”.
Assustada, a mãe abriu a porta do imóvel e deu de cara com o homem ainda parado na escada. Revoltada, Tamara o confrontou verbalmente, afirmando que tomaria providências assim que seu marido chegasse. Diante da reação, o suspeito, Croitz Andrade dos Santos, de cerca de 40 anos, subiu em direção ao seu próprio apartamento.
Revolta entre os moradores e histórico de assédio
A chegada das guarnições policiais ao condomínio revelou um cenário de extrema tensão. A notícia do ocorrido espalhou-se rapidamente entre os blocos e dezenas de moradores revoltados se aglomeraram na área comum com a intenção de linchar o suspeito.
Vizinhos relataram que o comportamento de Croitz era recorrente; um dos moradores, afirmou aos policiais que já havia diversos relatos no prédio de que o homem costumava importar e assediar outras residentes do bloco A com a mesma atitude. Segundo ele, uma moradora do apartamento 22 já havia registrado um boletim de ocorrência contra o homem dois meses antes pelo mesmo motivo.
Abordagem policial e estado de liberdade provisória
Ao abordarem Croitz em sua residência, os policiais notaram que ele estava visivelmente nervoso e olhando fixamente pela janela a todo momento, temendo a reação da multidão do lado de fora. Para resguardar a integridade física dos agentes, dos envolvidos e do próprio suspeito, a guarnição precisou contê-lo com algemas.
Durante a verificação dos dados nos sistemas policiais, constatou-se que o homem já era reincidente pelo crime de importunação sexual e cumpria liberdade provisória.
Encaminhamento à Central de Polícia
Questionado pelos policiais sobre o ocorrido, Croitz apresentou uma versão alegando que a criança teria feito abordagens e pedidos a ele na escada e que ele apenas havia consentido com os atos antes de subir para casa. A menina, por sua vez, continuava extremamente abalada e chorando, sem condições psicológicas de detalhar o trauma às autoridades no momento.
A polícia também identificou que havia gravações de câmeras de segurança mostrando o suspeito circulando pela escadaria do Bloco A pouco antes dos fatos.
Como nenhuma das partes apresentava marcas de lesões corporais aparentes, os policiais militares formalizaram o boletim de ocorrência e conduziram o homem e os demais envolvidos e testemunhas, para a Central de Polícia de Blumenau. O caso foi entregue às autoridades judiciárias para os procedimentos penais cabíveis.















